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 O movimento anti-escola e a educação domiciliar

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Barganin
Pescador Parrudo
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Mensagens : 18
Data de inscrição : 26/03/2011

MensagemAssunto: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Ter 29 Mar - 21:26

Eu vou aproveitar a criação do tópico para indicação de materiais sobre os dois assuntos, inclusive aqueles que não se encontram traduzidos para o português (quem tiver alguma indicação por favor ajude colaborando). Recentemente eu tive a oportunidade de pesquisar o John Taylor Gatto (que escreveu livros e deu várias entrevistas sobre o tema), o blog "School Sucks" * (que tem vários podcasts interessantes em inglês e também aborda o movimento anti-escola), e hoje encontrei este blog de Portugal sobre a educação domiciliar (homeschooling) **:

* http://www.schoolsucksproject.com/

** http://aprendersemescola.blogspot.com/

A maior parte dos pais manda os filhos para a escola sem saber que tem o direito de os educar em casa. Em Portugal, como em vários outros países, o ensino doméstico é legal, definido como "aquele que é lecionado no domicílio do aluno, por um familiar ou por pessoa que com ele habite".

Esse texto por exemplo é do JTG, e é uma tradução livre, do original em inglês disponível aqui:
http://www.lewrockwell.com/orig11/gatto3.1.1.html

Segue o mesmo:

Discurso de John Taylor Gatto ao receber o prêmio de professor do ano (1990) de Nova Iorque. Temos aqui a opinião de quem, por esforço e mérito próprios, conseguiu o impensável: formar excelentes alunos nas piores escolas. Mas o sistema acabou levando a melhor sobre ele, forçando-o, no fim das contas, a se aposentar do sistema público.

Neste discurso, Gatto nos dá o que os anos de experiência lhe ensinaram: o modelo da educação pública (que é, afinal, também o modelo da educação privada, seja por cópia ou imposição) é intrinsecamente falho, muitas vezes destruindo o potencial do aluno ao invés de estimulá-lo. Em matéria de despreparar e alienar os jovens da realidade do trabalho e da vida social, a escola só perde para um outro fator: a televisão. E adivinhe em que duas atividades os jovens americanos passavam a maior parte de seu tempo?




Citação :
Por quê as escolas não educam
John Taylor Gatto

Eu aceito este prêmio em nome de todos os ótimos professores que conheci através dos anos que lutaram pra fazer com que suas experiências com crianças fossem honradas, homens e mulheres que nunca foram complacentes, sempre questionando, sempre brigando pra definir e redefinir o que a palavra "educação" deveria significar. Um "Professor do Ano" não é o melhor professor que temos por aí, essas pessoas são muito reservadas para serem descobertas de maneira simplista, mas é um estandarte, símbolo dessas pessoas que passam a vida com boa vontade à serviço das crianças. Este prêmio é deles assim como é meu.

Nós vivemos num tempo de grande crise escolar. Nossas crianças estão lá embaixo no ranking de 19 nações industriais em leitura, escrita e aritmética. Lá embaixo mesmo. A economia entorpecente deste mundo é baseada no nosso próprio consumo de mercadorias, se não compramos tantos "sonhos em pó" o mundo dos negócios entraria em colapso - e escolas são importantes pontos de venda. Nossa taxa de suicídio entre jovens é uma das maiores do mundo e crianças suicidas são crianças ricas na maior parte, não as pobres. Em Manhattan 50% de todos os novos casamentos duram menos de 5 anos. Então algo está errado, com certeza.

Nossa crise escolar é um reflexo desta grande crise social. Parece que perdemos nossa identidade. Crianças e idosos são encerrados e trancados longe do mundo dos negócios a um nível sem precedentes - ninguém fala mais com elas e sem crianças e idosos se misturando no cotidiano uma comunidade não tem mais futuro e passado, somente um presente contínuo.

Na verdade, o nome "comunidade" dificilmente se aplica ao modo que interagimos uns com os outros. Vivemos em redes, não comunidades, e todo mundo que eu conheço está solitário por conta disso. De maneira estranha a escola é protagonista nesta tragédia da mesma forma que é o astro principal na ampliação da culpa entre as classes sociais.

Utilizando a escola como um mecanismo de triagem parecemos estar no caminho de criar um sistema de castas, completo com intocáveis que vagueiam através de metrôs mendigando e dormindo nas ruas.

Eu notei que esse é um fenômeno fascinante em meus 25 anos de ensino - que escolas e educação escolar são cada vez mais irrelevantes para as grandes corporações deste planeta. Ninguém mais acredita que cientistas são treinados em aulas de ciências ou políticos em aulas de educação cívica ou poetas em aulas de Inglês.

A verdade é que escolas realmente não ensinam nada, exceto a obedecer ordens. Este é um grande mistério pra mim porque milhares de pessoas, preocupadas e que trabalham em escolas como professores e assistentes e administradores, exceto pela lógica abstrata desta instituição oprime suas contribuições individuais. Embora professores se preocupem e trabalhem duro, a instituição é psicopática - não tem consciência. Toca uma campainha e um jovem no meio da escrita de um poema deve fechar o caderno e passar para um sala diferente onde ele deve memorizar que o homem e os macacos derivam de um ancestral comum.

A nossa forma de ensino obrigatório é uma invenção do estado de Massachusetts por volta de 1850. Resistiu - às vezes com armas de fogo - estima-se que por 80% da população de Massachusetts, o último posto avançado em Barnstable em Cape Cod, sem entregar suas crianças até os anos 1880 quando a área foi tomada pela milícia e as crianças marcharam para a escola sob guarda.

Agora temos aqui uma ideia curiosa para ponderar. O gabinete do senador Ted Kennedy divulgou um documento não muito tempo atrás, alegando que antes da escolaridade obrigatória, a taxa de alfabetização do estado era de 98% e depois dela nunca voltaram a atingir o valor acima de 91% onde permanece no ano de 1990. Espero que esse dado lhe interesse.

Aqui vai outra curiosidade a se pensar. O movimento de educação escolar em casa, discretamente, cresceu para uma dimensão onde um milhão e meio de jovens estão sendo educados inteiramente por seus próprios pais. No mês passado, a imprensa do ministério de educação deu a notícia surpreendente que as crianças escolarizadas em casa parecem estar cinco ou mesmo dez anos à frente de seus colegas formalmente treinados em sua capacidade de pensar.

Eu não acho que vamos nos livrar tão cedo da escola, certamente não no meu tempo de vida, mas se vamos mudar o que está rapidamente se tornando um desastre de ignorância, precisamos entender que a instituição escolar, "ensina" muito bem, mas não "educa" - que é inerente à concepção da coisa. Não é culpa dos maus professores, ou muito pouco dinheiro gasto, é simplesmente impossível para a educação e escolaridade serem a mesma coisa.

As escolas foram concebidas por Horace Mann e Barnard Sears e Harper, da Universidade de Chicago e Thorndyke da Columbia Teachers College e alguns outros homens a serem instrumentos da gestão científica de uma população em massa. As escolas são destinadas à produção através da aplicação de fórmulas, seres humanos "formulados" cujo comportamento pode ser previsto e controlado.

À uma enorme extensão, as escolas conseguem fazer isso. Mas a nossa sociedade está se desintegrando, e em tal sociedade, as únicas pessoas de sucesso são auto-suficientes, confiantes e individualistas - porque a vida da comunidade que protege os dependentes e os fracos está morta.

Os produtos de escolaridade são, como eu disse, irrelevantes. Pessoas bem escolarizadas são irrelevantes. Elas podem vender filmes e lâminas de barbear, empurrar o papel e falar no telefone, ou sentar-se irracionalmente perante um terminal de computador piscando, mas como seres humanos elas são inúteis. Inúteis para os outros e inúteis para si mesmas.

A miséria diária em torno de nós é, penso eu, em grande parte causada pelo fato de que - como Paul Goodman observou 30 anos atrás - nós forçamos as crianças a crescerem absurdas. Qualquer reforma na educação tem de lidar com os seus absurdos.

É um absurdo e algo anti-vida fazer parte de um sistema que te obriga a sentar-se em confinamento com pessoas de exatamente a mesma idade e classe social. Esse sistema consegue alienar-nos da imensa diversidade da vida e da sinergia de vários, na verdade ele o corta fora de seu próprio passado e futuro, escalando você a um presente contínuo da mesma forma que a televisão faz.

É um absurdo e contra-a-vida fazer parte de um sistema que te obriga a ouvir a leitura de uma poesia por um estranho quando você quer aprender a construir edifícios, ou sentar-se com um estranho discutindo a construção de edifícios, quando você quer ler poesia.

É um absurdo e anti-vida passar de uma salinha para outra, ao som de um gongo em todos os dias da sua juventude natural em uma instituição que não permite privacidade e que mesmo te segue no santuário da sua casa exigindo que você faça o seu "dever de casa".

"Como eles vão aprender a ler?" alguém irá perguntar e a minha resposta é "Lembre das aulas de Massachusetts." Quando damos às crianças a vida inteira ao invés de graduações de acordo com a idade em "celas escolares", elas aprendem a ler, escrever, e fazer contas com facilidade se essas coisas fazem sentido no tipo de vida que se desenrola ao seu redor.

Mas lembre-se que nos Estados Unidos quase ninguém que lê, escreve ou faz contas é bem respeitado. Somos uma terra de falantes, pagamos muito aos locutores e admiramos muito todos eles, então nossas crianças falam constantemente, seguindo modelos públicos da televisão e professores da escola. É muito difícil ensinar o "básico" agora, porque essas coisas não são mais fundamentais para a sociedade que nós fizemos.

Duas instituições neste momento controlam a vida das nossas crianças - a televisão e a educação, nessa ordem. Ambos reduzem o mundo real da sabedoria, coragem, moderação e justiça a uma interminável e ininterrupta abstração.

Em séculos passados, o tempo da criança e do adolescente seria ocupado no trabalho real, verdadeiras caridades, aventuras reais, e a busca realista por mentores que possam te ensinar o que você quer realmente aprender. Uma grande parte do tempo era gasto em atividades da comunidade, praticando o afeto, se encontrando e estudando cada nível da comunidade, aprendendo como fazer uma casa, e várias outras tarefas necessárias pra se tornar um homem ou mulher completos.

Mas aqui vai o cálculo de tempo que as crianças que ensino devem lidar:

Fora das 168 horas em cada semana, meus filhos dormem 56. Isso deixa 112 horas por semana, dos quais devem "se construir".

Meus filhos assistem 55 horas de televisão por semana de acordo com relatórios recentes. Isso os deixa 57 horas por semana livres para "crescer".

Os meus filhos frequentam a escola 30 horas por semana, usam cerca de 6 horas se aprontando, indo e voltando para casa, e gastam uma média de 7 horas por semana em deveres de casa - um total de 45 horas.

Durante esse tempo, eles estão sob constante vigilância, não têm tempo ou espaço reservados, e são disciplinados, se tentarem fazer valer a individualidade no uso do tempo ou espaço.

Isso deixa 12 horas por semana pra se criar uma consciência única. Claro, meus filhos comem, o que leva algum tempo - não muito, porque eles perderam a tradição de jantar reunidos com a família, mas se colocamos 3 horas por semana para jantas, chegamos a um valor líquido de cada momento particular por criança de 9 horas.

Não é o suficiente. Não é suficiente, né? O quanto mais rico é o garoto, claro, menos ele assiste televisão, mas o tempo dele também é igualmente restrito, devido a uma série de opções de entretenimentos comerciais assim como suas inevitáveis tarefas de uma série de lições privadas em áreas onde raramente ele teve uma escolha própria.

E estas coisas são estranhamente apenas uma forma mais estética para criar seres humanos dependentes, incapazes de preencher as suas próprias horas, incapazes de iniciar linhas de sentido para dar substância e prazer à sua existência.

É uma doença nacional, esta dependência e falta de rumo, e eu acho que a escola e a televisão e as lições - a idéia de Chautauqua inteira - tem muito a ver com isso.

Pense nas coisas que estão nos matando como uma nação - drogas, a concorrência sem cérebro, sexo recreativo, a pornografia da violência, jogatina, álcool, e a pior pornografia de todas - a vida dedicada a comprar as coisas, a acumulação como uma filosofia - todas eles são vícios de personalidades dependentes, e é isso que a nossa insígnia de "escolaridade" deve inevitavelmente produzir.

Eu quero dizer a vocês qual o efeito sobre as crianças ao se tirar todo o tempo delas - tempo que precisam pra crescer - e as forçar a perder tempo com abstrações. Vocês precisam ouvir isso, porque qualquer reforma que não ataque essas patologias específicas será nada mais que uma fachada.

1. As crianças que eu ensino são indiferentes ao mundo adulto. Isso vai contra a experiência de milhares de anos. Um estudo minucioso do que as pessoas grandes foram sempre foi a ocupação mais excitante dos jovens, mas ninguém quer crescer esses dias e quem pode culpá-los? Os brinquedos somos nós.

2. As crianças que eu ensino não têm quase nenhuma curiosidade e a que eles têm é transitória, pois eles não conseguem se concentrar por muito tempo, mesmo em coisas que escolhem fazer. Você consegue perceber uma ligação entre os sinos tocando de novo e de novo pra que se troque de classe e este fenômeno de atenção evanescente/efêmero?

3. As crianças que eu ensino têm um sentido pobre do futuro, de como o amanhã está indissoluvelmente ligada ao hoje. Como eu disse antes, eles têm um presente contínuo, o momento exato em que eles estão é o limite da sua própria consciência.

4. As crianças que eu ensino são não-históricas, elas não têm noção de como seu passado predestinou seu próprio presente, limitando suas escolhas, moldando seus valores e vidas.

5. As crianças que eu ensino são cruéis umas às outras, falta-lhes compaixão para com o infortúnio, elas riem de fraquezas, e tem desprezo pelas pessoas cuja necessidade de ajuda é demonstrada muito claramente.

6. As crianças que eu ensino estão inquietas com a intimidade e franqueza. Meu palpite é que elas são como muitas pessoas adotadas que eu conheço a esse respeito - não podem lidar com a intimidade verdadeira por conta do hábito ao longo da vida de preservar um segredo íntimo dentro de uma grande personalidade exterior feita de bits e peças artificiais de comportamentos emprestados da televisão ou adquiridos para manipular os professores.

Devido a eles não serem quem representam ser o disfarce é estreito na presença da intimidade, então relacionamentos íntimos devem ser evitados.

7. As crianças que eu ensino são materialistas, seguindo o exemplo dos professores que de maneira também materialista dão "notas" à tudo - e mentores da televisão que oferecem tudo no mundo de forma gratuita.

8. As crianças que eu ensino são dependentes, passivas e tímidas na presença de novos desafios. Isto é freqüentemente mascarado por uma bravata superficial, ou por raiva ou agressividade, mas por baixo de tudo há um vácuo sem coragem.

Eu poderia citar algumas outras condições que a reforma escolar teria de enfrentar se o nosso declínio nacional está para ser encarcerado, mas se chegou até aqui você terá entendido a minha tese, independente de concordar com ela ou não.

Ou escolas causaram essas patologias, ou a televisão, ou ambos. É uma simples questão [de] aritmética, entre a escola e a televisão, todo o tempo que as crianças tem de sobra é devorado. Isso é o que tem destruído a família americana, não é mais um fator na formação de seus próprios filhos. Televisão e escolaridade, em uma dessas duas coisas é que o problema reside.

O que pode ser feito? Primeiro precisamos de um debate feroz nacional que não seja tirado de pauta, dia após dia, ano após ano. Precisamos gritar e discutir sobre esse negócio da escola até que seja corrigido ou quebrado além de qualquer conserto, um ou outro.

Se pudermos corrigí-lo, tudo bem, se não podemos, então, o sucesso da educação em casa mostra um caminho diferente e que realmente promete. Investindo os recursos que agora investimos em educação familiar pode matar dois pássaros com uma mesma pedra, reparar as famílias, uma vez que reparamos as crianças.

Uma reforma genuína é possível, mas não deve custar nada. Precisamos repensar as premissas fundamentais da escolaridade e decidir o que é que queremos todas as crianças a aprender e por quê.

Por 140 anos, esta nação tem tentado impor objetivos para baixo do centro de comando compostos por "especialistas", uma elite central de engenheiros sociais. Não funcionou. Não vai funcionar.

E isso é uma traição bruta da promessa democrática que uma vez fez dessa nação um experimento nobre. A tentativa da Rússia em criar a república de Platão na Europa Oriental explodiu ante os [nossos] olhos, a nossa própria tentativa de impor o mesmo tipo de ortodoxia central, utilizando as escolas como um instrumento também está vindo a arrebentar pelas costuras, embora mais lenta e dolorosamente.

Isso não funciona porque as suas premissas fundamentais são mecânicas, anti-humanas, e hostis à vida familiar. Vidas podem ser controladas pela educação automática, mas elas sempre irão lutar com armas de patologia social - drogas, violência, auto-destruição, indiferença, e os sintomas que eu vejo nas crianças que eu ensino.

É hora de nós olhamos para trás para recuperar uma filosofia educacional que funcione. Uma que eu gosto particularmente bem foi uma favorita das classes dominantes da Europa há milhares de anos. Eu uso tanto dela como eu pude ao gerenciar minhas aulas, tanto quanto, ou seja, o quanto eu posso fugir da presente instituição da escolaridade obrigatória. Eu acho que funciona tão bem para as crianças pobres como para as ricas.

No centro deste sistema de elite da educação reside a crença de que o auto-conhecimento é a única base do verdadeiro conhecimento. Em todo este sistema, em cada idade, você vai encontrar formas de colocar a criança sozinha em um ambiente descontrolado com um problema para resolver.

Às vezes o problema está repleto de grandes riscos, como o problema do galope de um cavalo ou fazê-lo saltar, mas que, naturalmente, é um problema resolvido com sucesso por milhares de crianças da elite antes da idade de dez anos.

Você pode imaginar alguém que tinha vencido este tipo de desafio ter falta de confiança em sua capacidade de fazer alguma coisa? Às vezes o problema é o problema de dominar a solidão, como fez Thoreau no lago Walden, ou Einstein fez na alfândega suíça.

Um dos meus ex-alunos, Roland Legiardi-Lura, embora ambos os seus pais foram mortos e ele não tivesse herança, andou de bicicleta pelos Estados Unidos quando ele estava quase além da infância. É de admirar então que, na idade adulta, quando ele decidiu fazer um filme sobre a Nicarágua, embora ele não tivesse dinheiro e nenhuma experiência prévia com cinema, que foi premiado internacionalmente - mesmo que seu trabalho regular era o de um carpinteiro.

Agora nós estamos tomando todo o tempo dos nossos filhos que eles precisam para desenvolver o auto-conhecimento. Isso tem que parar. Temos de inventar experiências escolares que dão um monte desse tempo em retorno, temos de confiar em crianças de uma idade muito precoce com estudo independente, talvez organizados na escola, mas que acontece fora do ambiente institucional. Precisamos inventar um currículo, onde cada criança tem a oportunidade de desenvolver habilidades únicas e auto-confiança.

Pouco tempo atrás, eu peguei 70 dólares e enviei a uma menina de 12 anos de minha sala com a mãe dela que não fala Inglês em um ônibus ao longo da costa de Nova Jersey para levar o chefe de polícia de Sea Bright para almoçar e pedir desculpas por poluir [ sua praia] com uma garrafa de Gatorade descartável.

Em troca desse pedido público de desculpas eu tinha combinado com o chefe de polícia para que a menina tivesse um dia de aprendizado em uma pequena cidade de procedimentos policiais. Poucos dias depois, mais dois dos meus filhos de 12 anos viajaram sozinhos para o West First Street do Harlem, onde começaram um período de aprendizagem com um editor de jornal. Na semana seguinte, três dos meus filhos irão encontrar-se no meio dos pântanos de Jersey às 6 da manhã, estudar a mente de um presidente da empresa de caminhões à medida que ele despacha alguns para Dallas, Chicago e Los Angeles.

São essas crianças "especiais" em um programa "especial"? Bem, em certo sentido, sim, mas ninguém sabe sobre este programa, além das crianças e eu. Elas são apenas crianças agradáveis do Central Harlem, brilhantes e alertas, mas tão mal "escolarizadas" quando vieram para mim que a maioria deles não sabia adicionar ou subtrair com qualquer fluência. E nenhum sabia a população de Nova York ou o quão distante é de NY para a Califórnia.

Isso me preocupa? Claro, mas estou confiante de que, à medida que eles ganham auto-conhecimento também vão se tornar auto-professores - e só o auto-aprendizado tem qualquer valor duradouro.

Nós temos que dar às crianças tempo independente de imediato, porque essa é a chave para o auto-conhecimento, e devemos voltar a envolvê-las com o mundo real o mais rápido possível para que o tempo independente possa ser gasto em outra coisa além de abstração. Esta é uma emergência, que exige medidas drásticas para ser corrigida - nossos filhos estão morrendo como moscas na escola, bom nível de escolaridade ou escolaridade ruim, é tudo a mesma coisa. Irrelevante.

O que mais precisa um sistema reestruturado escolar? Ele precisa parar de ser um parasita da comunidade de trabalho. De todas as páginas do livro de feitos humanos, somente nossa parte sobre torturas contém crianças mantidas em casa e nada é solicitado à elas à serviço do interesse geral.

Por um tempo eu acho que nós precisamos fazer com que serviços comunitários sejam algo obrigatório do aprendizado. Além da experiência em atuar de maneira altruísta que isso vai ensinar, é o caminho mais rápido para dar a crianças a responsabilidade real na corrente da vida.

Por cinco anos eu gerenciei um programa de guerrilha onde eu tinha todas as crianças, ricas e pobres, inteligentes e entorpecidas, dedicadas a 320 horas por ano de serviço comunitário rígido.

Dezenas dessas crianças voltaram para mim anos mais tarde, crescidas, e me disseram que uma experiência de ajudar alguém mudou suas vidas. Ela os ensinou a ver tudo de novas maneiras, a repensar objetivos e valores.

Foi o que aconteceu quando eles eram 13, no meu programa Laboratorial na escola - só foi possível porque o meu distrito escolar, favorecido financeiramente, estava em caos. Quando a "estabilidade" se fez presente mais uma vez, o laboratório foi fechado. Foi muito bem sucedido com um grupo muito misturado de crianças, a um custo muito pequeno, para ser autorizado a continuar. Fizemos os programas mais caros parecerem ruins.

Não há falta de problemas reais na cidade. Crianças podem ser feitas para ajudar a resolvê-los em troca de respeito e atenção do mundo adulto total. Bom para as crianças, bom para todo o resto de nós. Isso é currículo que ensina Justiça, uma das quatro virtudes cardinais em cada sistema de ensino de elite.

O que é o tempero para ricos e poderosos é certamente tempero para o resto de nós - e mais, a idéia é absolutamente gratuita assim como todas as outras reformas genuínas na educação. Dinheiro extra e pessoal extra colocado nesta instituição doente só a tornará ainda mais doente.

Independente de estudo, serviço à comunidade, aventuras em experiências, grandes doses de privacidade e solidão, mil estágios diferentes, a variedade de um dia ou mais - estas são todas as formas poderosas, baratas e eficazes para iniciar uma verdadeira reforma do ensino.

Mas nenhuma reforma em grande escala irá funcionar para reparar nossas crianças e sociedade danificadas até que seja forçada a idéia de "escola" aberta - para a inclusão da família como o principal motor da educação.

Os suecos perceberam que, em 1976, quando efetivamente abandonaram o sistema de adoção de crianças não desejadas e em vez disso dedicaram o tempo e tesouro nacionais em reforçar a família de origem, para que as crianças suecas fossem mais queridas.

Eles não conseguiram totalmente, mas tiveram sucesso em reduzir o número de crianças indesejadas suecas de 6000, em 1976, para 15 em 1986. Assim pode ser feito. Os suecos só tem cansado de pagar os destroços sociais causados por crianças que não são cobradas por seus pais naturais que eles fizeram alguma coisa. Nós podemos, também.

A família é o principal motor da educação. Se usarmos a escolaridade para afastar as crianças dos pais - e não se enganem, esta tem sido a função central das escolas desde que John Cotton anunciou como propósito da Colônia Bay de escolas em 1650 e Horace Mann anunciou o objetivo das escolas de Massachusetts em 1850 - vamos continuar a ter o show de horror que temos agora.

O currículo da família está no coração de qualquer vida boa, e nos distanciamos desse currículo, então é hora de voltar à ele. O caminho para a sanidade em educação é para as nossas escolas assumirem a liderança em liberar o estrangulamento das instituições na vida familiar, para promover durante o período escolar confluências de pais e filhos que irão fortalecer os laços familiares.

Esse era o meu verdadeiro propósito de enviar a menina e sua mãe na costa de Jersey para encontrar o chefe da polícia. Eu tenho muitas idéias para fazer um currículo familiar e meu palpite é que muitos de vocês têm muitas idéias, também, uma vez que vocês começaram a pensar nisto.

Nosso maior problema em conseguir o tipo de pensamento de base que poderia ir em frente e reformar o ensino é que temos grandes interesses no pré-esvaziamento de todo o tempo no ar e lucrando com a escolaridade exatamente como ela é, apesar da retórica em contrário.

Temos de exigir que novas vozes e novas idéias consigam uma audiência, as minhas idéias e as suas. Nós todos tínhamos a barriga cheia de vozes autorizadas mediadas pela televisão e pela imprensa - uma longa década livre para debater é o que chamamos agora, não mais opiniões de "experts". Especialistas em educação nunca tem sido corretos, suas "soluções" são caras, auto-servientes, e sempre envolvem uma maior centralização. Já chega. É hora para que voltemos à democracia, individualidade e à família. Eu disse o que tinha pra dizer. Obrigado.

Citação :
"As crianças não são animais de estimação para serem domesticadas; não são barro para moldar, não são computadores para programar e, acima de tudo, não são vasos para se encher." - Alfie Khon

"As nossas escolas transformaram-se em fábricas enormes para a produção de robôs. Nós já não mandamos os nossos filhos para a escola para serem ensinados e para que lhes sejam dadas ferramentas para pensar; nem sequer para serem informados ou adquirirem conhecimentos, mas para serem "socializados" - o que, na semântica atual significa serem submetidos ao sistema e forçados a se conformar." - Robert Lindner, (1956)

"Digo-vos, antes de mais, não deixem que as vossas casas se tornem cópias em miniatura das escolas. Não façam planos de aulas nem testes, não façam avaliações nem relatórios! Até deixarem os vossos filhos em paz e sossego seria melhor; pelo menos descobririam algumas coisas eles mesmos. Vivam juntos tão bem quanto puderem, e gozem a vida tanto quanto puderem." - John Holt

"Não acredito no currículo, não acredito em notas, não acredito em avaliações feitas por professores. Acredito em crianças aprendendo, com o nosso apoio e encorajamento, as coisas que elas querem aprender, quando as querem aprender, da forma como as querem aprender e porque as querem aprender." - John Holt

"A universidade ideal não teria formalizado sistemas de créditos nem disciplinas obrigatórias. Seria uma espécie de retiro educacional onde as pessoas poderiam explorar várias disciplinas, descobrir quem são, os seus verdadeiros interesses, e apreciar o prazer de aprender e a preciosidade da vida." - Abraham Maslow

"Aprendemos para obter uma recompensa ou para evitar um castigo. Aprendemos a fazer qualquer coisa para ganhar a vida. Mas agora pergunto: há outro tipo de aprendizagem? Vocês têm de ir trabalhar para a fábrica ou para o escritório todos os dias das vossas vidas. Levantem-se às 6 horas, vão para o trabalho e depois trabalham, trabalham, um trabalho rotineiro, durante cinquenta anos, dão chutes e pontapés, são insultados, mas continuam devotos ao sucesso. Essa é uma vida monstruosa. E é para isto que estamos educando os nossos filhos?" - Krishnamurti



Mais um da série:
http://www.spinninglobe.net/againstschool.htm

Como a educação pública aleija nossas crianças, e o porquê
John Taylor Gatto

Citação :
Eu ensinei durante 30 anos em algumas das piores escolas de Manhattan, e em algumas das melhores, e durante este tempo eu me tornei especialista em tédio. O tédio estava em toda a parte em meu mundo, e se você perguntasse às crianças, como eu sempre fazia, por que elas se sentiam tão entediadas, elas sempre davam as mesmas respostas: Diziam que o trabalho era estúpido, que não fazia sentido, que já sabiam.

Elas diziam que queriam fazer algo real, não apenas ficar sentadas por aí. E também que os professores não pareciam saber muito sobre as matérias e obviamente não estavam interessados em aprender mais. E as crianças tinham razão: os professores estavam tão entendiados quanto elas.

O tédio é a condição normal dos professores, e qualquer um que passou algum tempo na sala deles pode atestar a baixa energia, as lamúrias, as atitudes cabisbaixas, a serem encontradas por lá.

Quando perguntado o porquê se sentiam entediados, os professores tendiam a culpar as crianças, como você poderia esperar. Quem não se sentiria entediado em ensinar estudantes que fossem rudes e apenas interessados em tirar notas? Se nem isso.

Naturalmente, os professores são eles mesmos produtos dos mesmos programas de 12 anos de escolaridade obrigatória que tanto aborrecem os seus alunos, e como pessoal integrante da escola, eles estão presos dentro de estruturas ainda mais rígidas que aquelas impostas às crianças. Então, quem é o culpado?

Todos nós somos. Meu avô me ensinou isso. Uma tarde, quando eu tinha sete anos, reclamei com ele de tédio, e ele me bateu com força na cabeça.

Me disse que eu nunca deveria usar esse termo na sua presença novamente, que se eu estivesse entediado a culpa seria minha, e de mais ninguém.

A obrigação de me animar e instruir era totalmente minha, e as pessoas que não sabiam disso eram infantis, a serem evitadas se possível. Certamente não confiáveis.

Esse episódio me curou do tédio pra sempre, e aqui e ali ao longo dos anos eu fui capaz de transmitir a lição a alguns estudantes notáveis. Na maior parte, porém, eu achei inútil desafiar a noção oficial de que o tédio e a infantilidade eram estados naturais das coisas na sala de aula. Muitas vezes eu tinha que desafiar os costumes, e até mesmo dobrar a lei, para ajudar as crianças a fugir dessa armadilha.

O império contra-atacou, claro; adultos infantis frequentemente encaram a oposição como deslealdade.

Certa vez eu voltei de uma licença médica para descobrir que todas as provas da mesma ter sido concedida foram destruídas de propósito, que meu trabalho havia sido encerrado, e que eu não mais possuía mesmo uma licença de ensino.

Após nove meses de esforço extenuante consegui recuperar a licença, quando uma secretária da escola admitiu ter assistido ao desenrolar dos acontecimentos.

Entretanto a minha família sofreu mais do que eu gostaria de lembrar. Na época em que me aposentei, em 1991, tinha motivos mais do que suficientes para pensar em nossas escolas com seus longos-períodos, estilo-carcerário, confinamento forçado tanto de professores como estudantes como fábricas virtuais de infantilidade.

No entanto, honestamente eu não entendia porque tinha que ser assim.

Minha própria experiência revelou-me que muitos outros professores devem aprender ao longo do caminho, também, ainda assim, mantem isso pra eles mesmos com medo de represálias: se nós quiséssemos, poderíamos facilmente e de maneira barata abandonar as antigas e estúpidas estruturas, e ajudar as crianças a serem educadas ao invés de receberem apenas uma "escolaridade".

Poderíamos encorajar as melhores qualidades dessa juventude curiosa, aventureira, resiliente, a capacidade de percepção profunda de maneira surpreendente sendo mais flexíveis sobre o tempo, textos e ensaios, apresentando as crianças a adultos verdadeiramente competentes e dando a cada estudante a autonomia que ele ou ela necessita, a fim de assumir um risco de vez em quando.

Mas nós não fazemos isso. E quanto mais eu perguntei por que não, e persisti em refletir sobre o "problema" da escola como um engenheiro poderia, mais eu perdi o foco: E se não há nenhum "problema" com nossas escolas? E se elas são do jeito que são, bastante suntuosas diante do senso comum e longa experiência em como as crianças aprendem as coisas, não porque elas estão fazendo algo errado, mas porque elas estão fazendo algo certo?

É possível que George W. Bush acidentalmente tenha dito a verdade quando disse que não "deixaríamos nenhuma criança para trás"? Será que nossas escolas são projetadas para ter certeza que nenhuma delas realmente cresça?

Nós realmente precisamos da escola? Não me refiro à educação, apenas a escolaridade obrigatória: seis aulas por dia, cinco dias por semana, nove meses por ano, durante 12 anos. Esta rotina mortal é realmente necessária?

E em caso afirmativo, por quê? Não se esconda atrás da leitura, escrita e aritmética como justificativa, pois 2 milhões de felizes educados no próprio lar já colocaram essa justificativa banal de lado.

Mesmo se não o tivessem feito, um número considerável de americanos conhecidos nunca passaram pelos esmagadores 12 anos que as nossas crianças atualmente passam, e elas acabaram se saindo bem.

George Washington, Benjamin Franklin, Thomas Jefferson, Abraham Lincoln?

Alguém lhes ensinou, com certeza, mas eles não foram produtos de um sistema escolar, e nenhum deles jamais foi "graduado" de um ensino médio.

Durante a maior parte da história americana, as crianças geralmente não iam para o ensino médio, mas ainda assim os não-escolarizados se tornaram almirantes, como Farragut; inventores, como Edison; capitães da indústria, como Carnegie e Rockefeller; escritores, como Melville e Conrad e Twain; e até professores, como Margaret Mead.

De fato, até há pouco tempo pessoas que atingiram a idade de 13 anos não eram vistas mesmo como crianças.

Ariel Durant, que co-escreveu uma enorme e muito boa história em multi-volumes do mundo com seu marido, Will, se casou aos 15 anos, e quem poderia afirmar que ela era uma pessoa inculta? Sem escolaridade, talvez, mas não ignorante.

Nós temos sido ensinados (ou seja, educados) neste país a pensar em "sucesso" como sinônimo, ou pelo menos dependente da "escolaridade", mas historicamente isso não é verdadeiro tanto num sentido intelectual como financeiro.

E muitas pessoas em todo o mundo de hoje encontram uma maneira de educar-se sem recorrer a um sistema de escolas de ensino médio obrigatórias que muitas vezes se assemelham a prisões. Por que, então, os americanos confundem educação com esse tipo de sistema? Qual é exatamente o objetivo de nossas escolas públicas?

A escolaridade em massa de natureza obrigatória "cravou seus dentes" nos Estados Unidos entre 1905 e 1915, embora tenha sido concebida há muito tempo e empurrada por quase todo o século 19. A razão dada para essa enorme alteração da vida familiar e das tradições culturais foi, a grosso modo, em três vertentes:

Citação :
1) Para gerar boas pessoas.

2) Para criar bons cidadãos.

3) Para fazer com que cada indivíduo dê o seu melhor.
Esses objetivos são ainda apregoados hoje regularmente, e a maioria de nós os aceita de uma forma ou de outra como uma definição decente da missão da educação pública, no entanto, escolas de curta duração falham em conseguir tais objetivos.

Mas nós estamos muito errados. Para constituir o nosso erro está o fato de que a literatura nacional contém inúmeras e surpreendentemente consistentes declarações da verdadeira finalidade da escola obrigatória.

Temos, por exemplo, o grande H. L. Mencken, que escreveu no "The American Mercury" em Abril de 1924 que o objetivo da educação pública não é
preencher o jovem da espécie com conhecimento e despertar sua inteligência. ... Nada pode ser mais distante da verdade. O objetivo ... é simplesmente reduzir o maior número de indivíduos o possível a um certo nível de segurança, a criar e treinar um povo padronizado, eliminar a oposição e originalidade. Esse é o objetivo dos Estados Unidos... e esse é o objetivo em qualquer lugar.

Por causa da reputação de Mencken como um satirista, poderíamos ser tentados a tomar essa passagem como um pouco de sarcasmo exagerado.

O seu artigo, contudo, passa a rastrear o modelo para o nosso próprio sistema educativo de volta para o agora desaparecido, mas nunca a ser esquecido, estado militar da Prússia.

E embora ele estivesse certamente consciente da ironia que estivemos recentemente em guerra com a Alemanha, o herdeiro do pensamento e cultura prussianos, Mencken estava sendo perfeitamente sério aqui. Nosso sistema educacional é realmente de origem prussiana, e isso é mesmo motivo de preocupação.

O estranho fato da origem prussiana das nossas escolas reaparece sempre, uma vez que você saiba olhar pra ela.

William James fez alusão a isso muitas vezes na virada do século. Orestes Brownson, o herói do livro de Christopher Lasch de 1991, "The True and Only Heaven", foi a público denunciar a prussianização das escolas americanas por volta de 1840.

O "Sétimo Relatório Anual" ("Seventh Annual Report"), de Horace Mann, para o "Massachusetts State Board of Education" em 1843 é essencialmente uma ode à terra de Frederico, o Grande, e uma chamada para a sua "escolaridade" ser trazida para cá.

Que a cultura da Prússia teve grande importância nos Estados Unidos é dificilmente surpreendente, dada a sua associação com esse estado utópico.

Um prussiano serviu como assistente de Washington durante a Guerra Revolucionária, e tantas pessoas de língua alemã se estabeleceram aqui por volta de 1795 que o Congresso considerou a publicação de uma edição em língua alemã das leis federais.

Mas o que choca é que tão avidamente adotamos um dos piores aspectos da cultura da Prússia: um sistema educativo deliberadamente concebido para produzir medíocres intelectos, para limitar a vida interior, para negar aos estudantes as habilidades desejáveis de liderança, e para garantir dóceis e incompletos cidadãos, a fim de tornar a população "administrável".

Foi a partir de James Bryant Conant, presidente de Harvard por 20 anos, especialista da Primeira Guerra Mundial em gás venenoso, executivo da Segunda Guerra Mundial no projeto da bomba atômica, alto comissário para a zona americana na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, e realmente uma das figuras mais influentes do século 20, que "recebi" a primeira "brisa" dos propósitos reais da "escolaridade" americana.

Sem Conant, provavelmente não teríamos o mesmo estilo e nível de testes padronizados que temos hoje, nem seríamos abençoados com gigantescas escolas de ensino médio que abrigam de 2.000 a 4.000 alunos de cada vez, como a famosa "Columbine High", em Littleton, Colorado.

Pouco tempo depois que me aposentei do ensino, eu peguei o extenso ensaio em livro de Conant (datado de 1959), "The Child the Parent and the State", e fiquei mais do que um pouco intrigado ao vê-lo mencionar de passagem que as escolas modernas que frequentamos foram o resultado de uma "revolução" orquestrada entre 1905 e 1930.

Uma revolução? Ele se recusa a elaborar, mas direciona os curiosos e mal informados para o livro de Alexander Inglis de 1918, "Principles of Secondary Education" ("Princípios do Ensino Médio"), em que "se vê esta revolução através dos olhos de um revolucionário."

Inglis, que tem uma palestra em Harvard em seu nome, deixa perfeitamente claro que a escolaridade obrigatória neste continente era para ser apenas o que foi para a Prússia nos anos de 1820: uma quinta coluna para o crescente movimento democrático que ameaçava dar aos camponeses e os proletários uma voz na mesa de negociação.

A escolaridade moderna, industrializada e obrigatória era para fazer um tipo de incisão cirúrgica na unidade em potencial dessas classes baixas.

Divida as crianças por assunto, por classificação etária, por notas constantes nos testes, e por muitos outros meios mais sutis, e era improvável que a massa ignorante dos homens, separados na infância, jamais iria voltar a integrar um conjunto perigoso.

Inglis separa o objetivo - o real objetivo - da escola moderna, em seis funções básicas, qualquer uma delas suficiente para arrepiar o cabelo de quem for inocente o suficiente para acreditar nos três objetivos referidos anteriormente:

Citação :
1) A função de ajustamento ou adaptação. Escolas estão estabelecendo hábitos fixos de reação à autoridade. Isto, é óbvio, evita completamente o pensamento crítico.

Ele também destrói basicamente a idéia de que o material útil e interessante deve ser ensinado, porque você não pode testar a obediência reflexiva até você saber se pode fazer as crianças aprenderem, e a fazerem, coisas tolas e aborrecidas.

2) A função de integração. Esta bem que poderia ser chamada de "a função de conformidade", porque sua intenção é fazer com que as crianças sejam as mais semelhantes possíveis.

As pessoas que se conformam são previsíveis, e isso é de grande utilidade para aqueles que desejam explorar e manipular uma grande força de trabalho.

3) A função de diagnóstico e diretiva. A escola é destinada a determinar a função social de cada estudante. Isso é feito ao se registrar a evidência matemática e anedóticamente em registros cumulativos. Como no "registro permanente". Sim, você tem um.

4) A função de diferenciação. Depois da sua função social ter sido "diagnosticada", as crianças devem ser sorteadas por função e treinadas apenas na medida que suas metas sejam alcançadas na máquina social - e nenhum passo além. É, as crianças estão realmente dando o melhor de si.

5) A função seletiva. Isso não se refere mesmo à escolha humana, mas à teoria de Darwin da seleção natural aplicada ao que ele chamou de "raças favorecidas".

Em suma, a idéia é ajudar as coisas de forma consciente na tentativa de melhorar o plantel. Escolas estão destinadas a marcar os inadequados - com notas baixas, testes de habilidade, e outras punições - com suficiente clareza que seus pares vão aceitá-los como inferiores e impedi-los de forma eficaz dos sorteios reprodutivos.

Isso é o que todas essas humilhações desde a primeira classe eram programadas a fazer: lavar a sujeira pelo ralo.

6) A função propedêutica. O sistema social implicado por essas regras exigirá um grupo de elite de zeladores. Para esse fim, uma pequena fração das crianças será silenciosamente ensinada para gerir este projeto contínuo, como vigiar e controlar a população deliberadamente idiotizada e amansada a fim de que o governo possa continuar sem ser contestado e as corporações não possam querer trabalho obediente.
Esse, infelizmente, é o propósito da educação pública obrigatória neste país. E mesmo que você considere Inglis como uma "manivela isolada" com uma visão bem cínica sobre o empreendimento educacional, você deve saber que ele dificilmente estava sozinho na defesa dessas idéias.

O próprio Conant, nas idéias de Horace Mann e outros, lutou incansavelmente para um sistema escolar americano projetado no mesmo sentido.

Homens como George Peabody, que financiaram a causa da escolaridade obrigatória em todo o Sul, certamente entendiam que o sistema prussiano era útil só na criação de um eleitorado inofensivo e uma força de trabalho servil, mas também um rebanho virtual de consumidores acéfalos.

Com o tempo, um grande número de titãs industriais passaram a reconhecer os enormes lucros a serem obtidos por cultivar e perpetuar tal manada através da educação pública, entre eles Andrew Carnegie e John D. Rockefeller.


Olha aí. Agora você sabe. Nós não precisamos do conceito Karl Marx de uma guerra entre as classes para notar que é do interesse da gestão complexa, econômica ou política, tornar as pessoas burras, desmoralizá-las, dividi-las entre si, e descartá-las se elas não se conformam.


As "classes" podem enquadrar a proposta, como quando Woodrow Wilson, então presidente da Universidade de Princeton, disse o seguinte para a "Associação de Professores da Cidade de Nova York" ("New York City School Teachers Association") em 1909:


"Nós queremos uma classe de pessoas tendo uma educação liberal, e nós queremos uma outra classe de pessoas, uma classe muito maior, por necessidade, em cada sociedade, a renunciar aos privilégios de uma educação liberal e se adaptar ao desempenho de tarefas manuais difíceis."


Mas os motivos por trás das decisões repugnantes que trazem essas metas não precisam ser baseados em "classes". Podem surgir simplesmente do medo ou da crença familiar que a "eficiência" é a virtude mais importante, em vez de amor, liberdade, riso ou esperança. Acima de tudo, elas podem surgir da simples ganância.


Haviam vastas fortunas a serem feitas, afinal, em uma economia baseada na produção em massa e organizada para favorecer as grandes empresas em vez dos pequenos negócios ou a fazenda da família.


Mas a produção em massa exigiu um consumo de massa, e na virada do século 20 a maioria dos americanos achava pouco natural e pouco inteligente comprar coisas que realmente não precisasse.


A escolaridade obrigatória foi uma bênção nesse sentido. As escolas não tinham que educar as crianças, em qualquer sentido direto a pensar que deveriam consumir sem parar, porque elas fizeram algo ainda melhor: ela os encorajou a não pensar de qualquer maneira.


E isso os deixou expostos a outra grande invenção da era moderna - o marketing.


Mas você não tem que estudar marketing para saber que existem dois grupos de pessoas que sempre podem ser convencidos a consumir mais do que eles precisam: os viciados em drogas e as crianças.


A escola fez um bom trabalho de transformar nossas crianças em viciadas, mas fez um trabalho espetacular de transformar nossas crianças em crianças.


Novamente, isto não é acidental. Os teóricos de Platão a Rousseau ao nosso Dr. Inglis sabiam que se as crianças poderiam ser enclausuradas com outras crianças, despojadas de responsabilidade e independência, encorajadas a desenvolver apenas as emoções triviais de ganância, inveja, ciúme e medo, elas envelheceriam, mas nunca verdadeiramente cresceriam.


Na edição de 1934 de seu outrora bem conhecido livro "Educação Pública nos Estados Unidos" ("Public Education in the United States"), Ellwood P. Cubberley detalhou e elogiou a forma como a estratégia dos alargamentos sucessivos da escola tinha aumentado a infância em 2 a 6 anos, e a escolaridade forçada era, naquele momento, algo ainda recente.


O mesmo Cubberley - que foi diretor da "Stanford's School of Education", um editor de livros em Houghton Mifflin, e amigo de Conant e correspondente em Harvard - tinha escrito o seguinte na edição de 1922 do seu livro "Public School Administration":


"Nossas escolas são ... fábricas onde os produtos brutos (as crianças) devem ser moldadas e modeladas .... E é o negócio da escola construir seus pupilos de acordo com as especificações previstas."


É perfeitamente óbvio na nossa sociedade hoje o que eram essas especificações. A maturidade tem até agora sido banida de quase todos os aspectos de nossas vidas.


Leis de divórcio fácil removem a necessidade de trabalhar os relacionamentos; o crédito fácil elimina a necessidade de auto-controle fiscal; entretenimento fácil elimina a necessidade de aprender a entreter-se; respostas fáceis de remover a necessidade de fazer perguntas.


Nós nos tornamos uma nação de crianças, felizes em submeter os nossos juízos e as nossas vontades às exortações políticas comerciais e lisonjas que insultariam adultos de verdade.


Compramos televisões e compramos as coisas que vemos na televisão. Compramos computadores, e então nós compramos as coisas que vemos no computador.


Nós compramos tênis de 150 dólares, se precisamos deles ou não, e quando eles se desfazem, rapidamente compramos outro par.


Nós dirigimos SUVs e acreditamos na mentira de que elas constituem uma espécie de seguro de vida, mesmo quando estamos de cabeça para baixo nelas.


E, pior de tudo, não pestanejamos quando Ari Fleischer nos diz para "ter cuidado com o que dizemos," mesmo que nos lembremos que foi dito em algum lugar na escola que a América é a terra dos livres. Nós simplesmente engolimos essa também. A nossa educação, como pretendia, tem se encarregado disso.


Agora as boas notícias. Depois de entender a lógica por trás da educação moderna, seus truques e armadilhas são relativamente fáceis de evitar.


A escola educa as crianças a serem empregados e consumidores; ensine os seus a serem líderes e aventureiros.


A escola educa as crianças a obedecerem automaticamente; ensine os seus a pensar de forma crítica e independente.


Crianças bem-educadas têm um limite baixo para o tédio; ajude a sua própria a desenvolver uma vida interior, de modo que ela nunca vai ficar entediada.


Incentive-os a observar as coisas mais sérias - o material adulto, na história, literatura, filosofia, música, arte, economia, teologia - todos os professores sabem bem o suficiente para evitar.


Desafie os seus filhos com muita solitude/solidão para que possam aprender a gostar de sua própria companhia, criando diálogos internos.


Pessoas bem educadas estão condicionadas ao pavor de ficar sozinhas, e buscam a companhia constante através da televisão, o computador, o celular, e através de amizades superficiais rapidamente adquiridas e abandonadas. Seus filhos devem ter uma vida mais significativa, e eles podem.


Primeiro, porém, temos de acordar para o que realmente são nossas escolas: laboratórios de experimentação em mentes jovens, centros de drenagem de hábitos e atitudes que a sociedade corporativa exige.


A educação obrigatória atende crianças apenas incidentalmente, o seu verdadeiro objetivo é transformá-las em serviçais.


Não deixe que o seu próprio filho tenha sua infância estendida, nem sequer por um dia.


Se David Farragut pôde assumir o comando de um navio de guerra britânico como um pré-adolescente, se Thomas Edison pôde publicar um jornal com a idade de 12 anos, se Ben Franklin foi aprendiz de si mesmo para ser impressor com a mesma idade (então se colocou em um curso de estudo que sufocaria um senior de Yale hoje em dia), não há como dizer o que as nossas crianças podem fazer.


Depois de uma longa vida, e 30 anos nas trincheiras da escola pública, eu concluí que a genialidade é tão comum quanto a sujeira. Nós suprimimos nossos gênios só porque ainda não descobrimos como administrar uma população de homens e mulheres educados.


A solução, penso eu, é simples e gloriosa. Deixem que elas cuidem de si mesmas.
Outra coisa que ele comenta é que não deixa de ser irônico que não emprestamos nossos objetos pessoais pros outros mas damos de mão beijada nossos próprios filhos pra estranhos moldarem seu caráter.

A escola só nos ensina mesmo é a respeitar a autoridade, nos prepara pro mercado de trabalho como bons capachos.
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Barganin
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Ter 29 Mar - 21:31

Algumas matérias sobre a educação domiciliar:

http://migre.me/46G26

http://migre.me/46FRk

http://migre.me/46FCx

http://migre.me/46FIj

http://migre.me/46FwX

http://www.youtube.com/watch?v=by1Jm4TrsF8

http://www.youtube.com/watch?v=mISbP4-I6SY

E aqui vai o primeiro podcast do School Sucks Project:

http://www.youtube.com/watch?v=KZATBKAJV14

http://www.schoolsucksproject.com/podcasts/1

Estou vendo se é possível traduzir o que o Brett Veinotte diz nele.

Fizeram [URL="http://pastebin.com/2w1n9eNY"]uma transcrição[/URL] do podcast de introdução, segue o mesmo (na íntegra, traduzido):

Citação :
Imagine uma porta para a liberdade total e oportunidade abundante, para uma maior felicidade e satisfação pessoal. A educação pública, aquele processo de doze anos de escolaridade que todos nós somos obrigados a passar, é a trava nessa porta. Esta é uma série e um projeto sobre como encontrar essa chave.

Olá e bem-vindos - à introdução do SSP, uma série sobre o fim da educação pública. Em primeiro lugar, nesta rápida explicação: quem sou eu, por que eu estou aqui, o que estou fazendo?

Bem, talvez a melhor maneira de começar é com uma explicação sobre o título da série, "School Sucks" ("A Escola é Uma Droga") e subtítulo, "The END of public education" ("O FIM da educação pública").

A primeira parte, "School Sucks", é provavelmente a frase mais comum na adolescência que eu já ouvi para descrever os sentimentos sobre a educação pública.

Na verdade, foi inspirada por uma petição online de um estudante intitulada "School Sucks Ass".

Eu acho que tinha uns três ou quatro mil assinaturas.

E é realmente tão corriqueira. Se você digitar a frase, "School Sucks" em uma busca no Google, Youtube ou Facebook, eu acho que você ficaria surpreso com quantos resultados seriam retornados para você.

Mas, é algo muito mais significativo do que apenas uma sinopse dos sentimentos sobre a educação pública que os jovens têm. Mas guarde essa idéia por um momento.

O subtítulo da série, "O FIM da educação pública", carrega dois significados. Primeiro, fim se refere à um objetivo, como em "meios que ajudam a conseguir determinados fins".

Vamos explorar as verdadeiras intenções por trás do sistema de educação pública que, infelizmente, para todos aqueles que participaram dele tinha muito pouco a ver com a verdadeira educação.

Sinto muito. Há provas substanciais de que o fracasso do sistema em proporcionar educação de verdade não é algo acidental.

E o segundo significado que poderíamos aplicar para o subtítulo é o fim - é, acabou, é irrelevante, inútil, precisa ser arrancado e jogado bem longe. Prejudica muito mais do que beneficia. Realmente não faz nenhum bem real e significativo, especialmente quando você compara os benefícios para os danos e os custos.

Agora, mesmo se você for um estudante, quando você ouvir uma declaração como essa, mesmo que você não esteja totalmente feliz com a sua experiência escolar você pode dizer: "Uau, essa é uma declaração bastante ousada, você realmente deseja livrar-se do sistema de ensino público?"

E daí, um monte de perguntas podem surgir. E isso é bom. Eu não sou um professor em sala de aula mais, então assim, agora, eu realmente incentivo as pessoas a me questionar.

Mas antes de irmos adiante eu acho que vale a pena apontar que o sistema público de educação que todos nós experimentamos na América, na verdade tem suas raízes em outro sistema de ensino que foi criado há 150 anos no império militarista e opressivo da Prússia, na Europa. Foi transplantado da Prússia para a América em meados de 1800 praticamente inalterado.

O objetivo do sistema na Prússia era pegar as mentes individuais e moldá-las em trabalhadores e cidadãos complacentes e soldados obedientes que seguiriam diretivas e veneravam a autoridade. É claro que o sistema também foi projetado para fornecer treinamento para a enorme economia da manufatura da América durante a Revolução Industrial.

Bem, a maioria dos empregos na América na época obrigavam as pessoas a se sentar por 8 horas em uma chata linha de produção e realizar tarefas simples. Basicamente, eles apenas se sentavam em um lugar a menos que tivessem de se deslocar para outro diferente para realizar outro trabalho.

A escola foi concebida para replicar esta experiência das fábricas. Originalmente crianças foram forçadas a se sentar em carteiras e fazer tarefas simples, e o realmente mais importante, não questionar as tarefas, não dizer "Por que precisamos fazer isso?", apenas fazer.

É claro que elas também eram treinadas para seguir as diretivas de algum tipo de autoridade. Novamente, sem questionar.

Assim, a escola preparou essencialmente crianças, pessoas criativas, a serem trabalhadores de fábrica e de linhas de montagem. Não para serem indivíduos, mas peças de uma máquina de grande porte.

Porque aquelas eram as necessidades da economia norte-americana na segunda metade do século 19. Mas porque a América não é mais realmente baseada na manufatura, não há mais muitos postos de trabalho para desagradáveis linhas de produção neste século 21.

Eu tenho certeza que a escola foi completamente revolucionada e não é nada parecida com o que era no final dos anos 1800, quando os alunos sentavam-se em mesas o dia todo e realizaram tarefas simples e seguiam as instruções de uma figura de autoridade.

Certo?

Bem, isso nos traz de volta à idéia que eu pedi para você guardar no começo, sobre a frase "As Escolas São Uma Droga" ("School Sucks"). Isso pode parecer um slogan um tanto impensado e amargo, mas é, de fato, bastante inteligente.

Quanto mais eu pensava sobre a frase "As Escolas São Uma Droga" ("School Sucks"), mais eu percebi que provavelmente foi o resumo mais preciso e inteligente do sistema de ensino público que eu já tinha ouvido.

O processo de 12 anos da educação pública da América (ou de qualquer lugar) tem um efeito dramático sobre a mente de uma criança.

Quando começamos a entrar na escola na idade de 5 ou 6 muitos dos nossos melhores attributos pessoais já estão sedimentados. Somos curiosos, inovadores, únicos, criativos e esperançosos de uma forma que muitas pessoas são incapazes de reproduzir todo o resto de suas vidas.

Mas ao longo do tempo, a escola "suga" todas essas habilidades naturais de muitas pessoas e substituem as mesmas com previsibilidade, obediência, e apatia.

Mas a "drenagem" ainda não está completa, o sistema de ensino público suga a capacidade produtiva de pessoas esforçadas.

O sistema é financiado pelos impostos coercitivamente.

Em outras palavras, se a educação pública vai bem ou mal (e alerta de spoiler) ela falha em fornecer educação real para o público e o custo sobe a cada ano. Não há nenhum reembolso se ninguém sente que recebeu uma boa educação; o dinheiro vai pelo ralo.

E eu espero que isso explique porque a frase "A Escola é Uma Porcaria" não é apenas uma declaração irritada ou até mesmo uma afirmação inteligente sobre a experiência de educação pública na América - e sim, de fato, a declaração perfeita.

Agora, certamente há alguém ouvindo este podcast e dizendo: "Bem, se o que você está dizendo é verdade, até agora, este sistema poderia ser um pouco reformado." Calma aí. Como eu disse, meu objetivo é livrar-se do sistema de educação pública, acabar com o mesmo.

Esta não é uma série que aborde a reforma das escolas públicas. Nada seria mais entediante. Se fosse sobre isso, eu chamaria de "O Podcast das Escolas São Uma Merda é Uma Bela Merda" porque seria terrível, insuportável.

Em vez de falar sobre a reforma, gostaria de pedir a você para imaginar o sistema de educação publica como uma árvore de grande porte.

E cada folha desta árvore representa um dos problemas que nos pressionam e que as pessoas estão sempre falando sobre a reforma escolar quando discutem entre si: o tamanho das classes, bolsas de estudos (vouchers), testes padronizados, "nenhuma criança deixada para trás", etc.

Ao longo da história da educação pública, os "reformadores" tem abordado esta árvore crescente e rapidamente decomposta (ops, se já não estivesse apodrecida desde o começo) com pequenas tesouras, aplicando um corte aqui e ali e achando que tudo ficará satisfatório.

Já este podcast solicita a motosserra ao invés da tesoura.

Eu só quero ser super-duper-claro a esse respeito. A esta altura, talvez hajam algumas outras pessoas ouvindo e dizendo tudo bem, quem é esse cara e como posso denunciá-lo à NSA.

Meu nome é Brett Veinotte, tenho 32 anos, eu moro no estado americano de New Hampshire e tenho trabalhado na educação pública pela maior parte dos últimos 10 anos.

A minha ambição pessoal: conseguir que as crianças saiam das escolas governamentais. Agora, isso pode parecer bobagem para alguns de vocês, e isso pode parecer ainda mais bobo, quando eu digo que há apenas uma ferramenta que eu estou disposto a utilizar na prossecução deste objetivo: a persuasão.

Um monte de vezes, quando as pessoas estão interessadas em trazer alguma espécie de mudança em larga escala, elas foram treinadas para pensar que estão usando aquela ferramenta para conseguir essa mudança, mas na realidade estavam usando uma arma, e como você vai reparar, eu não estou propenso a usar "armas" em pessoas inocentes pra conseguir as coisas do meu jeito. Se isso não está claro, eu prometo que nos próximos episódios, fará mesmo sentido.

Sobre os 10 anos que passei no sistema educacional como professor, eu ensinei História, entre outras coisas, para pequenas escolas privadas no estado americano de Vermont.

Na mesma época eu também estive na escola de pós-graduação no estado americano de Massachusetts, tentando obter um mestrado em liderança educacional, e também um certificado (aquele pedaço de papel que você precisa para ir à escola pública e ser considerado um professor).

No primeiro semestre do ano letivo (e eu acho que em 2004), eu comecei a me deparar com algumas informações confortantes sobre a história do sistema de educação pública (eu acho que estava na verdade fazendo uma pesquisa pra um projeto relacionado à notas acadêmicas... o trabalho de pessoas como John Holt, Jonathan Taylor Gatto, e Jonathan Kozol era muito... poderoso para ser ignorado.

Esses são assuntos que eu irei comentar mais à frente, mas eu comecei a questionar o que estava fazendo, e fazer a pergunta mais importante de todas: "Eu poderia continuar?", e descobri finalmente que não poderia.

Eu me retirei, saí dos dois programas, eu saí do programa de graduação bem no meio da classe, durante um intervalo. E, sendo completamente honesto, este foi um período muito difícil na minha vida, enfim, basicamente tudo que eu estava fazendo pessoal/profissionalmente, colocando muito dinheiro em ir à escola, tudo girava em torno de trabalhar em busca desse objetivo de me tornar um professor de História na escola pública, e então, porque eu também me interessava em ganhar algum dinheiro na minha vida, eu queria obter este mestrado em administração, pra poder me tornar um diretor (eles podem ganhar salários com até 6 zeros).

É aquilo, você sabe: se sentar atrás de uma mesa o dia todo, intimidando crianças, enquanto se certifica que toda a papelada arbitrária das escolas é preenchida corretamente, de modo que alguém que faz tudo isso merece totalmente o mesmo salário de um desenvolvedor de programas ou engenheiro mecânico.

Então, após pensar muito, e francamente, alguns períodos difíceis na minha vida pessoal, eu saltei fora disso. Eu não poderia continuar. E eu me convenci que (e tinha 24, 25 anos na época), que poderia encontrar maneiras de trabalhar em educação que estivessem mais orientadas em busca de alternativas ou soluções para o problema da educação pública.

Essa foi uma coisa muito melhor para fazer com minha vida ao invés de participar do problema.

Nos últimos três anos eu trabalhei, basicamente, como um professor privado e consultor educacional.

E nesse tempo eu fiz um monte de coisas diferentes. Trabalhei em crianças em um monte de áreas diferentes, com um monte de objetivos diferentes.

Uma das coisas mais importantes que eu me sinto envolvido é em ajudar crianças com problemas de motivação.

Em realmente ajudar estudantes em encontrar o valor na sua educação, para eles mesmos.

Não aquele tipo de motivação: "Vamos tirar um B em Química!". Isso é sobre conseguir algo pessoal do ensino, mesmo que tenha de passar por esse buraco sujo do sistema público.

O sistema de educação pública se baseia em motivação extrínseca. Começa com "ah, muito bem, toma aqui um biscoito", "bom trabalho, ganhou um adesivo", "bem feito", nota 10", "ah, seu boletim tem notas altas, você ganhou um pedaço de papel que lhe credencia a continuar sentado e seguir instruções por 12 anos".
É seu bilhete para outra instituição onde você irá continuar sentado e seguir diretivas por mais 4 anos.

Não há nada orientado à aprendizagem, nada intrínseco sobre tudo isso. Uma das coisas que eu sempre quis fazer era ajudar os alunos a encontrar alguma motivação intrínseca. Eu não consigo encontrar para eles, mas ajudá-los a encontrar. Como eu disse, para obter algum valor naquilo que eles fazem para si mesmos.

Antes de seguir adiante, eu quero deixar algumas coisas claras. Eu não sou tecnicamente um "delator". Como educador eu tenho tido muita sorte em ter conseguido evitar completamente ensinar em escola pública.

Mas, você sabe, eu fui treinado para ensinar com professores de escolas públicas, eu tenho ensinado estudantes em escolas públicas de ensino médio, e, certamente, escolas particulares não são muito melhores. Elas são bastante controladas pelo Estado e reguladas também.

E nos últimos três anos trabalhando como tutor privado eu tenho passado por escolas públicas para reuniões e conversado com professores, e tenho uma boa idéia do que está acontecendo nas mesmas, então, embora eu não tenha vindo diretamente de dentro das escolas públicas (como eu disse, na forma de um "delator"), eu me sinto bastante confortável no que eu sei sobre a educação pública.

Como eu falei antes, eu quase acabei lá. Mas eu tive que mudar meus rumos quando realmente tomei consciência no que estava me envolvendo. Eu disse à mim mesmo na época que poderia encontrar outras maneiras de ensinar, de ter aquele impacto positivo nas vidas de outras pessoas. E eu sinceramente espero que esta série seja uma delas.

E se eu puder fazer com que você permaneça com apenas uma idéia hoje neste episódio de introdução, seria esta: 5 ou 6 anos atrás, quando eu percebi estas coisas que me forçaram a fazer estas (realmente importantes na época) decisões na minha vida, sobre o caminho que eu iria seguir profissionalmente, que me forçaram a sair do que era na época algo bastante confortável (e um plano bem pensado), todas essas coisas que me ajudaram a tomar esta decisão, ou que foram poderosas o suficiente para me tirar do que eu estava fazendo, à medida que eu segui adiante em um caminho diverso, eu me dei conta que todas essas coisas tão significativas, mal arranhavam a superfície da verdadeira imoralidade e destruição da educação governamental.

Escavar e identificar o que a escola faz às pessoas é muito importante, mas, acima de tudo, esta é uma série sobre a busca de soluções para esse problema.

http://www.youtube.com/watch?v=s_DX2c1pf00

http://www.schoolsucksproject.com/podcasts/2

Primeiro episódio - "The 'Business' Plan" ("O 'Modelo' de Negócios").

Transcrição (também na íntegra e traduzida):

Citação :
Pergunta de pensamento crítico (lembra delas?) - por que algo que é tão bom, pra tantas pessoas, que muitas delas irão se beneficiar enormemente, precisa ser imposto a esses mesmos indivíduos com o uso da força? E, por quê, se é tão bom, também precisa ser fundado com o uso da força?

No ano passado eu me tornei vice-presidente de uma pequena companhia de consultoria e ensino acadêmicos em New Hampshire. Pode-se dizer que a empresa era nova, na verdade reestruturada de uma existente que não estava realmente sendo usada para coisa alguma, por isso tivemos de passar por este processo de reinvenção e tivemos uma série de discussões sobre modelos de negócios, uma espécie de descobrimento de uma abordagem criativa que deveriamos tomar para oferecer nossos serviços de uma forma que fosse competitiva com outras empresas que estavam fazendo coisas semelhantes.

E, vocês sabem, eu sempre fui, bem... sempre me considerei um pouco estudante de Albert Einstein, não quando se trata de física, não mesmo, mas na maneira que ele abordava os problemas, e esse tipo de pensamento é provavelmente a razão principal pela qual ele acabou sendo mais do que um balconista.

Ele olharia um problema e tentaria identificar os obstáculos no seu caminho, ou as regras que estariam evitando que ele alcançasse uma solução. E ele se perguntaria: e se não houvessem obstáculos, ou regras? E uma vez que ele identificasse os regulamentos, ele os quebraria e buscaria uma solução.

E uma vez obtida a solução, ele trabalharia de maneira contrária para identificar uma maneira de "dobrar" essas mesmas regras.

Em outras palavras, as soluções para os problemas que podemos imaginar, uma vez que fizermos isso, podem servir como motivadores poderosos para nos debruçarmos novamente nos regulamentos e obstáculos e descobrir uma maneira de superá-los.
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Ter 29 Mar - 21:54



Agora falando sério, a maioria dos pais ta cagando pra isso, eles mandam os filhos pra escola mais pra ter um sosego, e quando eles estão em casa deixam a molecada na frente do play2 pra ver se incomodam pouco.

_________________
"Quando ouço falar da cultura brasileira, já saco meu rolo de papel higiênico"

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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Ter 29 Mar - 22:55

Continuação da transcrição (primeiro episódio): Cool

Citação :
Inicialmente, sem uma solução em mente quando nos deparamos com esses mesmos regulamentos e obstáculos, apenas desistiríamos.

Mas já tendo o fim, a solução apresentada, podemos desenvolver a motivação para encontrar maneiras de burlar obstáculos.

Então, sempre que olho para um problema que pareça complexo e que não possa ser resolvido, eu me pergunto: "E se não houvessem obstáculos?", e eu sempre tento fazer isso toda vez que tento fazer qualquer coisa criativa, ou como eu disse, qualquer coisa relacionada à resolver o que parece ser um problema complexo.

Então, quando observei o modelo de negócios, me perguntei: "E se não houvessem regras?", e essa maneira de pensar pode ser usada para conseguir muita coisa boa, mas hoje, apenas para ilustrar algo, vamos usar essa forma de pensamento para o mal.

Deixem-me explicar o que quero dizer: eu parei pra pensar se, nesse experimento interessante de idéias, além de não haverem regras para mim, e se eu não tivesse nenhum código de ética para me guiar, na busca do desenvolvimento de um serviço educacional?

E eu gostaria de compartilhar o que eu consegui pensar e o que talvez você poderia fazer, é, tentar identificar algum problema nesse quesito.

Então, vamos lá, aqui vou eu - isento de regras e obstáculos, e éticas em decência humana. Começando meu novo negócio.

O que eu quero fazer é oferecer meus serviços como educador em uma certa região. Então eu vou lá, pego minha prancheta, um bloco de notas, alguns lápis afiados, e começo a ir de porta em porta na área onde quero oferecer meus serviços.

Quando alguém me atende eu respondo e digo o que estou tentando fazer, e pergunto: "Quanto você acha que sua casa vale", e, considerando onde eu vivo, diria que o preço médio de uma é de 450 mil dólares, então supondo que seja essa a resposta.

Eu digo: "OK, ótimo, isso é o que vamos combinar: duas vezes por ano eu irei enviar uma conta baseada em míseros 1% do valor da sua casa, e então, meu serviço educacional estará disponível para você, por fáceis e imediatos 9 mil dólares por ano você pode ter acesso à tudo que eu faço."

Bam! Vamos descontar logo esse cheque. Bem, como vocês pode imaginar, este poderia ser o primeiro lugar onde encontraríamos um problema, porque talvez eles digam: ""Hmm, não tem problema, enviaremos nosso filho/filha para um colégio particular na outra cidade", ou talvez sejam uma dessas pessoas que queiram optar pela educação domiciliar (homeschool) dos filhos, ou um complicador bem maior para mim, como não ter nenhum filho.

Todas essas situações que acabei de descrever, mesmo para o homem de negócios mais ambicioso, parecem inviabilizar acordos. Se, claro, eu ainda estiver sendo guiado por alguns códigos de ética, ou decência humana. Mas não estou. Então, vamos para a "segunda fase".

Além dos objetos que descrevi, como prancheta, lápis, e outros, eu também preciso contratar alguns homens para me dar cobertura com armas, que não precisam ser sacadas e apontadas para as pessoas, apenas deixadas à mostra.

E eu me certificaria que a pessoa que estivesse negociando, visse as mesmas, e eu daria um passo mais próximo, e diria: "Escuta, neste momento, toda esta interação aparenta ter uma "máscara" de civilidade, e eu gostaria que continuasse desta forma. Mas se você não concordar em me pagar 9 mil dólares duas vezes por ano, estes homens irão sacar suas armas, apontar para você e te ameaçar, e então, te forçar a ser retirado da própria casa, e vendê-la."

E, sabe, talvez porque eu seja um ser humano tão desprezível, eu posso adicionar um pouco de insulto à injúria, dizendo algo, tipo: "Você deveria se envergonhar, resistindo à mim desse jeito".

"Poxa, eu estou tentando fornecer um serviço aqui pelo bem comum desta comunidade, como você OUSA achar que não precisa pagar pelo meu serviço, só porque não quer usar. Ora essa, não seja egoísta, isso é para as crianças".

E, embora tudo isso pareça meio severo, eu acho que a história irá demonstrar que a maioria das pessoas de certa maneira se acostumam com esse tipo de tratamento.

E não é apenas um passeio tranquilo numa rua pacata, para mim, tentar levar adiante este negócio. Às vezes meus capangas podem ter que atirar em alguém que não quer entregar seu dinheiro, e é tão resistente à idéia de roubar sua casa e colocar as crianças fora de casa porque não querem aceitar, então, algumas balas precisam ser disparadas. E o que fazemos agora? Fase número três.

Será também importante uma vez que tivermos este serviço em prática e que estivermos forçando crianças nele, que existam lições dentro do currículo sobre o que estivermos fazendo, sobre o quão bons nós somos, de maneira que quando as pessoas "resistam" a nós, ou não queiram seguir o que quisermos, elas é que sejam vistas como as vilãs.

Sejam tidas como insanas, por não querer participar deste serviço para as crianças. O que há de errado com isso?

Estas são, essencialmente, as três fases deste modelo de negócios. E você pode estar se perguntando: "Ei, devem haver mais "fases" que essas, você nem abordou como irá oferecer um serviço de qualidade ou quais serão os recursos utilizados, ou como você irá se assegurar que as pessoas estão satisfeitas, ou como pode se certificar que elas sejam realmente educadas - tudo isso é importante, também."

Hahaha! Não para nós!

Nós estamos criando tudo isso com a ameaça da força. Se as pessoas não quiserem entregar o próprio dinheiro, e então, dar suas casas, vamos atirar nelas.

Então, de que maneira elas podem barganhar, ou reclamar, é "dinheiro ou casa", "sua casa ou sua vida". Então por que perderíamos um segundo nos preocupando com a qualidade do que estão fazendo, não há como não sermos pagos.

E à medida que você me escute descrever este modelo ficcional de negócios, provavelmente deve ter imaginado: "O que há de errado com você, nunca te imaginaria fazendo isso". Eu concordo com você e garanto que nunca faria.

Deixe-me dizer algo mais sobre mim, e, espero que vocês gostem disso também: eu simplesmente acredito que seria errado, e usaria a palavra "imoral", para mim, utilizar a força contra outra pessoa ou sua propriedade. Ser um agressor. Obviamente isso incluiria violência, e ameaças de violência, bem como roubo. E com roubo, eu incluiria fraude. Basicamente, qualquer situação onde eu estou tomando dinheiro de alguém.

Bem, não oferecendo um entendimento claro, basicamente, de um contrato que ambos concordássemos, sobre o que eu, o recebedor, faria para a outra pessoa, o doador, em troca deste mesmo dinheiro. E, claro, enganando ele, também, seria fraude. Eu considero tudo isto imoral.

E adicionaria mais um cenário: se eu roubar alguém, e após o roubo eu criar a ilusão ou aparência de estar executando um serviço para essas pessoas, isso ainda é roubo, tipo, bater sua carteira, e descobrir onde você vive, e usar o dinheiro dentro dela para remodelar sua cozinha. Ainda assim, roubo. Certo? Agora seria roubo + violação de domicílio.

E se eu remodelar sua cozinha de uma maneira que você não goste, seria roubo + violação de domicílio + vandalismo, não havendo, portanto, mágica em criar um serviço após o fato como justificativa para executar o roubo. Não está certo.

E várias pessoas devem estar dizendo: "Brett, essa é uma forma de decência humana que você está descrevendo aí". Bem, é aí que a trama se complica um pouco.

Mesmo que o que eu irei afirmar seja incrivelmente simples, e deveria ser óbvio para qualquer um que queira admitir, quando se trata deste princípio de não-agressão, que, eu sei, deve ser um princípio pelo qual minha vida seja guiada, eu também sei que deveria ser um princípio na vida de qualquer outro indivíduo do planeta Terra.

Não podemos viver num mundo onde este não seja o caso. Em outras palavras, eu acho que é totalmente absurdo permitir regras especiais de algum tipo de relativismo moral, para algumas pessoas violar este princípio se tiverem certos "títulos", roupas, ou se sentarem num certo escritório, ou tem milhões de pessoas encorajando as mesmas a violar o princípio de não-agressão. Isso não faz nenhum sentido, quando você pensa a respeito.

Mas esse não é um problema moral, e sim de segurança. Deixe-me oferecer mais razões práticas do porquê eu penso que não hajam regras especiais e relativismo moral, ninguém obtém um passe para se utilizar de força contra outras pessoas. Por que é perigoso?

Vamos supor que hajam dois grupos de pessoas. Um desses grupos basicamente segue e acredita neste princípio de não-agressão. A maioria das que você conhece provavelmente são assim. Quase todas elas.

E há outro grupo que por razões mágicas obtém um passe, e não precisam aderir ao princípio de não-agressão, podem por vontade própria, utilizar de força, nos outros, por quaisquer razões que acreditem necessário.

Mesmo se o grupo seja excusado por qualquer motivo desconhecido de seguir o pricípio de não-agressão, mesmo se aquele grupo é uma pequena fração do grupo de pessoas que acreditam que é no seu próprio interesse não aderir à violência, enfim, mesmo se o grupo agressor é uma pequena fração do grupo maior, o que irá acontecer no passar do tempo, e, talvez leve um dia, talvez algumas semanas, ou mesmo alguns anos (o que é improvável), o que irá se desenvolver, e acredito muito rápido (e a história irá me apoiar nessa linha de pensamento) é uma grande disparidade de poderes entre o grupo que aderiu ao princípio de não-agressão e o grupo daqueles que por um motivo qualquer acham que é aceitável praticar violações quando achem necessário.

Imagine o quão seria mais poderoso o grupo que poderia se valer da utilização de força às custas do outro grupo. Outra coisa que a história irá demonstrar, de maneira bastante consistente, é que o poder não é algo bom. Muitas pessoas falham em reconhecer isto, mas, a maioria delas, quando obtém poder, reagem de maneira similar àquelas que ficam bêbadas.

Seu julgamento é afetado, e elas querem mais e mais à qualquer custo. E normalmente começarão a se agarrar em racionalizações desesperadas do porquê precisam de mais poder sobre as outras. Dirão às outras que já estão exercendo poder, para obter mais liberdade ou servir às outras melhor, pra isso nos dê mais poder.

É uma doença bizarra e destrutiva, este poder. Então, pra resumir esse modelo de negócios que eu vinha comentando, felizmente haviam alguns problemas com ele, e eis os que eu vejo:

O número um, é que é imoral. Imoral para mim iniciar o uso de força contra outras pessoas, mesmo se eu alegar que preciso fazer isso para poder fornecer à elas o serviço. Acho que ilustrei como essa linha de raciocínio é insana. Mesmo se eu tivesse um plano à prova-de-balas, brilhante, que eu soubesse que seria tão bom para milhões e milhões de pessoas, eu não tenho mesmo direito de forçar minha vontade sobre alguém.

A melhor coisa sobre um plano realmente brilhante, ou um serviço de qualidade soberbo, é que as pessoas irão atrás dele. Voluntariamente. Não precisa ser imposto nelas.

E isto nos trás ao segundo problema. O problema dos incentivos. Se estou forçando os outros a pagarem pelo meu serviço, eu careço totalmente de incentivos para assegurar que o serviço tem qualquer qualidade.

Se um negócio quer se manter vivo, precisam responder aos sinais que o mercado está mandando. Certo? Se o mercado me diz que meu produto é muito caro ou a qualidade não é boa o suficiente, eu tenho que adaptar, fazer uma mudança, torná-lo melhor, mais barato, ou mais competitivo, ou incluir mais recursos.

O número de "sinais" que o mercado me retorna, é muito grande. Mas, se eu estou extraindo dinheiro à força dos meus "consumidores", eu não recebo sinais do mercado, porque o dinheiro vem de qualquer forma. E se eu posso usar a força, sempre posso garantir que haverá mais dinheiro e o que provavelmente acontecerá ao longo do tempo é que, à medida que os custos aumentem, a qualidade, estranhamente, irá na verdade... piorar.

O terceiro problema, a utilização primeiramente de poder. No início eu disse que estava engajado em um modelo de negócios que não tinha obstáculos. Certo? Então, basicamente o que tenho é um monopólio sobre o uso da força na visão perfeita do obstáculo ou impedimento do plano de negócios gratuito.

E ninguém pode me deter de iniciar o uso de força contra outras pessoas. E também ajuda eu estar no comando da própria educação, certo? Então eu posso moldar as percepções das outras pessoas de mim mesmo, logo, com o tempo, e talvez leve alguns anos, talvez algumas gerações, eu, o agressor violento, posso fazer com que pareça ser o cara legal.

E quando as pessoas tentarem se defender contra mim - como eu disse antes - elas é que estão fazendo algo errado. Então, o quanto mais isso se prolongue, e o quanto mais pessoas são treinadas para consentir, minha violência se tornaria invisível.

Isso não é assustador?

E se eu inserir a propaganda de maneira correta através do currículo de qualquer tipo de educação que estivesse tentando entregar, eu provavelmente convenceria as pessoas que elas estão participando em tudo isso... voluntariamente.

Porque todos os incentivos estão lá para elas acreditarem nisso. Porque as pessoas não querem acreditar que são escravas ou vítimas, ou que estão sendo agredidas, ou que não tem controle sobre o que está acontecendo com uma certa porção do seu dinheiro.

Então elas iriam querer participar nesta ilusão de um relacionamento voluntário, entre a minha pessoa, o violento provedor de serviços educacionais, e elas, as vítimas. E eu poderia usar isso para colocar em prática todos os tipos de outros "serviços" que eu poderia encontrar através desta coerção, que pra maioria das pessoas fosse invisível, e não precisar retornar nada para elas de qualquer qualidade.

Agora, se esses três problemas com esse modelo de negócios, que acabei de apontar, não são suficiente, bem... tem mais um. Um bom modelo de negócios também deveria ser original. E o que venho descrevendo pra você pelos últimos 20 minutos está longe de ser uma idéia nova. É assim que o governo nos Estados Unidos tem gerenciado o serviço de educação por um século.

E também acho válido ressaltar que durante todo este podcast eu tenho usado dois termos errôneos repetidamente. O primeiro é a palavra "negócios". Fazer negócios implica em duas ou mais pessoas engajadas em um relacionamento voluntário. Uma transação benéfica para ambas, onde as mesmas concordam em certos termos, assim como prosseguir com o que queiram fazer.

E vamos ser bem claros quanto a isso: o que um estuprador faz não é se relacionar, e o que os governos fazem não é negociar. O outro termo errôneo é a palavra "serviço". Como eu disse antes, se eu remodelasse sua cozinha com dinheiro roubado da sua carteira, e você não quisesse isso feito, ou não precisasse, e nem gostasse da maneira que eu fiz, isso não seria um "serviço", apenas um furto.

Porque eu tomei dinheiro seu, que você talvez quisesse usar pra outra coisa. Talvez pra dar a alguém pra fazer outro serviço, que realmente precisasse ser feito. E eu não tenho direito, só porque fiz com o dinheiro roubado seu, de chamar isso de serviço, ou alegar que eu sirvo à você. Não se pode forçar serviços às pessoas, isso não faz sentido.

Quando o governo toma conta do monopólio da oportunidade de fornecer um bem público, mesmo que pareça funcionar, mesmo que pareça ser algo bem feito, eu encorajo você a não pensar tanto como um serviço, mas um bloqueio na estrada, ou impedimento do que poderia por ventura ser uma maior e mais inovadora e próspera indústria.

E quando o provedor de serviços tem um monopólio, quando não há competição, qual é o incentivo em garantir a qualidade? Não há nenhum. E lembre-se também que mesmo que hajam algumas alternativas para algo que o governo basicamente monopoliza, é realmente quase impossível competir com a ilusão que o serviço prestado pelo governo é gratuito, embora eu acredite que tenha demonstrado que os serviços governamentais são os mais caros de todos.

Os custos só irão aumentar, não há sinais do mercado, não há motivo para os preços cairem, porque as pessoas não tem direito de voz se podem deixar ou não de dar dinheiro.

No começo do episódio eu lancei uma pergunta de pensamento crítico, algo na linha de "por que algo que é tão bom precisa ser imposto à você com utilização de força". E após observar o sistema de educação pública na América através das lentes deste ficcional modelo de negócios, um modelo que seria completamente repreensível se um indivíduo tentasse executá-lo, eu espero que essa pergunta tenha sido respondida.

Todos os dias, pelo planeta, as pessoas saem e voluntariamente trocam dinheiro por coisas que são boas para elas, como doces, pastas de dentes, roupas, automóveis, sapatos, sem serem forçadas a fazer nada disso. Se algo é bom para você e você irá se beneficiar, esta é uma decisão que você faz, e nenhuma força é necessária.

Se o sistema público de educação realmente fornecesse educação, se realmente fosse eficiente, as pessoas teriam fundado o mesmo voluntariamente. Enviariam suas crianças de maneira voluntária, mas hoje, ambos os fins são obtidos através do uso de força. E quando algo é forçado para você e os seus filhos, esta é uma boa indicação que não é bom para ambos.

Eu espero que a ilustração deste modelo de negócios tenha ajudado em demonstrar como a educação pública ou governamental suga a capacidade de produção de pessoas trabalhadoras. E este é apenas o começo, meus amigos. Mal arranhamos a superfície até agora sobre o que este sistema faz às mentes de crianças. Mas iremos fazê-lo.



http://www.schoolsucksproject.com/podcasts/3

Segundo episódio - "The Pavement On the Road to Hell"

Transcrição em inglês e imprecisa (pra futura tradução):
http://textsave.de/?p=56350
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Fábio Leite
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Ter 29 Mar - 23:55

tl;dr
Mas a parada é importante pra refletir.
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Mohamed
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Qua 30 Mar - 8:57

A escola é importante para o desenvolvimento de habilidades sociais.
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Barganin
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Qua 30 Mar - 9:44

Mohamed escreveu:
A escola é importante para o desenvolvimento de habilidades sociais.
Sobre a questão da socialização, isso foi rebatido aqui:

http://aprendersemescola.blogspot.com/2009/12/educacao-domiciliar-socializacao-nao-e.html
http://aprendersemescola.blogspot.com/2009/03/supersticao-da-socializacao.html

Repare que num dos vídeos que postei (na matéria da Globo/Jornal Nacional, que como não poderia deixar de ser, deixa a última palavra com o governo, e esse vídeo eu salvei mas nem encontrei mais na Globo.com), aparece um sujeito que usa esse argumento pra defender o sistema de ensino obrigatório e criticar o ensino domiciliar.

E do texto que postei, do John Taylor Gatto, eu gostei especialmente desse trecho:

Citação :
Desafie os seus filhos com muita solitude/solidão para que possam aprender a gostar de sua própria companhia, criando diálogos internos.

Pessoas bem educadas estão condicionadas ao pavor de ficar sozinhas, e buscam a companhia constante através da televisão, o computador, o celular, e através de amizades superficiais rapidamente adquiridas e abandonadas. Seus filhos devem ter uma vida mais significativa, e eles podem.
OBS: No texto original a palavra utilizada é "solitude" (coloquei solidão pra não ficar incompreensível), mas solitude é diferente de solidão:

Solitude é o estado de privacidade de um pessoa, não significando, propriamente, estado de solidão.

Pode representar o isolamento e a reclusão, voluntários ou impostos, porém não diretamente associados a sofrimento.

Pode-se lembrar, como estado de solitude, do período em que L\'os se isolou para reflexão.


Veja que nessa matéria:
http://www.msnbc.msn.com/id/41136935/ns/us_news-education/

É mencionado que os estudantes que não se socializaram acabaram obtendo melhores resultados:

Students who studied alone, read and wrote more, attended more selective schools and majored in traditional arts and sciences majors posted greater learning gains.

Mas é claro que as escolas não ajudam a desenvolver habilidades de pensamento crítico, então nada do que foi comentado surpreende. Elas só servem pra gastar dinheiro mesmo, tornando você um escravo do sistema, e se tiver a sorte de memorizar todo o lixo que te é empurrado garganta abaixo você ganha um "pedaço de papel" que te permitirá arranjar um emprego que você odeia.
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Svarog
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Qua 30 Mar - 14:57

Esqueçam esse papo de home schooling ainda mais no brasil onde o NAO estudar é prioritario.
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Barganin
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Seg 4 Abr - 18:05


Por acreditar que a educação vai além das disciplinas, a família Keller opta por educar as filhas em casa

Ilegal no País, educação domiciliar põe adeptos como criminosos

Precariedade do ensino público, drogas, imposição de ideologias, doutrinas dos professores e até mesmo o medo de bullying são alguns dos motivos que levam pais a tomar a decisão de transformar a sala de estar de suas casas em sala de aula para seus filhos. A prática, conhecida como educação domiciliar, ou homescholling em inglês, não é regularizada no Brasil, porém estimativas da Associação Nacional da Educação Domiciliar (ANED) apontam que pelo menos 400 famílias optam por esta modalidade de ensino no País.

Os dados são de Fabio Schebella, professor, diretor pedagógico da ANED e escritor do blog Por uma Aprendizagem Natural, que traz informações sobre a prática e dá um espaço virtual de discussão sobre a temática. Segundo Schebella, a falta de regularização desta modalidade no País coloca os pais ou responsáveis em risco. Se denunciados ao Conselho Tutelar, podem responder ao Ministério Público por "evasão escolar", termo que designa o abandono da escola por parte de menores e é considerado crime, punido com detenção.

É o caso de uma família de Serra Negra, interior de São Paulo, que foi denunciada ao Conselho Tutelar, por optar pela educação domiciliar como forma de educar as filhas de 9 e 11 anos de idade. O pai, americano, e a mãe, brasileira, tomaram essa decisão por terem considerado a qualidade de ensino do colégio baixa. Para eles, a escola brasileira acarretaria atraso para as duas filhas, que passaram seis anos frequentando escolas americanas. No final do ano passado, os dois responsáveis se tornaram alvos do Conselho Tutelar e do Ministério Publico Estadual da cidade, que exigem que eles cumpram o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), matriculando as duas crianças em escola regular.

Apesar dos riscos, as estimativas da ANED comprovam que muitos responsáveis optam pelo homescholling mesmo assim. Para Schebella, os principais motivos são insatisfação com a qualidade do ensino escolar, principalmente o público, convicção de que os pais devem estar à frente da instrução de seus filhos em todos os aspectos, desejo de oferecer uma educação que esteja de acordo com seus princípios morais, éticos e espirituais e a vontade de proteger seus filhos de drogas e violência, como o bullying por exemplo.

O que impulsionou Keller Tinoco, 37 anos, empresário em Belo Horizonte, a educar as filhas Milena, 13 anos, e Micaella, 10 anos, em casa foi o fato de acreditar que a educação vai além do ensino de disciplinas. "Acreditamos em uma educação que seja integral, na qual o foco está não apenas no desenvolvimento intelectual dos filhos, mas também no espiritual, emocional e físico. E nesse aspecto a escola é limitada. Além disso, a proposta pedagógica e didática dos colégios é massificante, como uma produção em escala que não busca individualizar o ensino", explica.

O empresário começou a fazer papel de professor há um ano, e, segundo ele, as filhas tem adorado o novo tipo de ensino. "Acordamos entre 7h e 7h30. Tomamos nosso café juntos à mesa e na seqüência temos um tempo de reflexão bíblica e orações. Então, por volta das 9h, elas fazem uma leitura complementar do tema bíblico abordado e logo pegam os materiais das disciplinas curriculares de acordo com o nosso cronograma. Elas tem uma hora e meia para almoço e depois continuam estudando até às 17h", diz, contando que os conteúdos são extraídos de matérias didáticos disponíveis no mercado.

A professora mineira Laura*, 35 anos, também optou por educar os filhos Marina, 11, e Lucas, 9. A ideia surgiu e foi colocada em prática este ano, depois de observar que drogas e prostituição estavam se tornando coisas comuns nas redes de ensino, segundo ela. Laura comenta que muitos críticos consideram que este tipo de aprendizado pode privar a criança de uma vida social. "Isso é uma inverdade, pois é possível criar laços de amizades fora do colégio. Meus filhos frequentam clubes e fazem amigos até mesmo na igreja", conta.

O diretor pedagógico da ANED afirma que este é o maior mito envolvendo educação domiciliar e concorda com a professora.

De acordo com Alexandre Magno, especialista em Direito Penal e defensor do homescholling, não existe nada na Constituição do Brasil que proíba a prática efetivamente. Porém outros pontos da legislação podem ser utilizados contra os responsáveis que optam por ensinar seus filhos em casa. O principal deles é a Lei 8.069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina ser obrigação dos pais matricular seus filhos na rede regular de ensino. Outra é a Lei 9.394/96, da Diretrizes e Bases da Educação que prevê ser dever dos responsáveis efetuar a matrícula dos menores a partir dos sete anos de idade no Ensino Fundamental.

Segundo consta no Código Penal, qualquer comportamento divergente do que é previsto em lei pode ser considerado crime de abandono intelectual, e a pena pode ser de 15 dias a um mês de detenção ou multa.

Apesar de a legislação dificultar o aprendizado em casa, outras iniciativas acabam por facilitar. Um exemplo é a possibilidade de ingressar no Ensino Superior sem necessitar de uma documentação que comprove a frequência e a presença em aulas do Ensino Fundamental e Médio. Schebella explica que quem é ensinado em casa pode recorrer às provas do supletivo ou ainda ao Enem, que também confere certificação de conclusão do Ensino Médio para qualquer um que obtenha nota satisfatória. E no caso de um estudante domiciliar do Ensino Fundamental que deseje completar o Ensino Médio em alguma escola, a Lei de Diretrizes de Base (LDB) prevê que todo cidadão tem o direito de ser matriculado em uma série compatível com seu conhecimento.

Ou seja, o aluno domiciliar não precisaria comprovar matrícula prévia, sendo inserido no ano equivalente a sua noção de conteúdos.

Magno e Schebella defendem a regulamentação do ensino domiciliar, que já tramita na Câmara, desde 2008, com o Projeto de Lei número 3518/08, que atualmente espera aprovação da Comissão da Educação e Cultura (CEC). Para Magno o homescholling seria uma alternativa à "falência da educação no Brasil", como definiu.

Schebella considera o ato como algo interessante politicamente. "Uma vez que este assunto ganhe visibilidade e seja debatido de forma séria e consistente, tenho certeza de que a regulamentação legal irá ocorrer a passos largos. Afinal, isso é interessante para os pais, que terão garantido esse direito, para as crianças, que receberão uma educação de qualidade, para as escolas, que terão uma diminuição do número de alunos em sala de aula, qualificando o ensino, para os educadores, que terão um novo ramo de atuação como orientadores pedagógicos dos pais, e para a economia do país, uma vez que surgirá um novo nicho de mercado", conclui.

*O nome foi trocado a pedido da entrevistada

http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5035793-EI8266,00-Ilegal+no+Pais+educacao+domiciliar+poe+adeptos+como+criminosos.html

Se o Estado é assim tão eficiente, as escolas particulares/privadas deveriam ser proibidas...

Na escola pública (ou melhor, na escola, a particular não foge destes conceitos), o estudante aprende sobre:

- bullying
- condições terríveis das instalações
- tráfico e consumo de drogas
- como passar no vestibular, pois ensino mesmo não existe...

E eu localizei o tal PL de 2008 que pelo que vi em primeira oportunidade (2009) teve um parecer pedindo a rejeição de uma dePUTAda aí que usou a mesma argumentação rasa da "socialização" das escolas...

Aí o deputado que entrou com o PL:
http://www.camara.gov.br/internet/deputado/Dep_Detalhe.asp?id=520015
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Barganin
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Seg 4 Abr - 18:18

Esqueci de colocar: link direto pro PL:

http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=398589
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Svarog
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Seg 4 Abr - 18:46

A KGB tupiniquim vai prender os país afinal é obrigatorio matricular (jogar) os filhos em um deposito de mediocres (escolas).
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Mohamed
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Seg 4 Abr - 20:00

Li esses textos com mais calma.

Gostei.
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Ter 5 Abr - 1:37

Faz sentido todo este chokito da nossa revitalizada, caramelizada e coberta com o delicioso chocolate néstlê, classe média contra a instituição da obrigatoriedade escolar.
Não é preciso circular muito para sacar que a instituição “Escola” em si não é muito diferente disto :

Com as diferenças se restringindo só à qualidade do coxo e da ração, já que o sistema básico é o mesmo.

Grande parte dos textos aí para trás dão a entender que, paralelamente ao ensino em casa, também defendem uma reforma geral do sistema, já que temos professores e ex-professores se manifestando nestes referidos artigos.
Mas é lógico que uma reforma geral, ampla e irrestrita nesta área , que não se resuma a um simples mudar carteiras de lugar e sim a uma revolução de pensamento, são quase utópicas.

E, além disto, como a caravana sempre vai no passo da carroça mais lenta, a classe média não quer esperar para atingir toda sua glória na cadeia evolutiva.
E eu não posso culpá-la.

Minha experiência com a escola não foi das melhores, sendo já estudei em escola de periferia, onde estaria melhor servido com um mangual e um escudo, do que lápis e caneta, pois era a própria Era hiboriana.
A ideia é interessante e pode tirar o excesso de carga do sistema, claramente em pane.

Mas a doçura da propaganda não esconde o amargo do xarope, pois nem de longe mostra ser uma solução para “quem quer “ , mas sim para “quem pode” , o que fica pra lá de evidente no nível socioeconômico&cultural dos defensores da ideia.

Já a realidade da maioria das famílias braileiras se compõe de casais onde ambos os membros contribuem para a manutenção econômica do clã. Se para os defensores do “estudo em casa”, a escola propícia o contato com a violência e as drogas, para o morador da periferia ela é justamente a rota de fuga.
Rota muitas vezes falha e ineficiente, mas a única.

E se algo pode ser dito de bom sobre essa verdadeira “Geni coberta de bosta” que é o ensino público, é o seu caráter laico.
Pouco interessa se você crê no carpinteiro barbudo que andou sobre as águas, ou se ora com a testa colada no chão e a bunda apontando para este ou aquele ponto cardeal , nem se queima incenso enquanto dança nu e besuntado de requeijão em frente a uma estátua Jim Carrey .

O que dita o que você aprenderá sobre geologia, história e biologia se baseará em edições didáticas formuladas por especialistas nas referidas áreas e não especialistas no Genesis e no Deuteronômio, para quem os dinossauros se extinguiram porque não cabiam na arca de Noé.

Sem dúvida a idéia é interessante, mas é preciso perscrutar muito bem o cenário, pois mesmo a tal :
“Maior valorização da comunidade, Familia, moral ,costumes, menos tv, mais iniciativa “ podem resultar em algo não tão automaticamente promissor quanto o oba-oba dos entusiastas sugere:



Outro ponto é que, no país do jeitinho,brechas poderiam ser usadas pelas mais diversas cepas de pequenos mandatários da luz, líderes comunitários trainee e demais sumidades locais, já os bancos de suas sedes também demandam bundas doutrinadas, sendo que muitos pais consideram estas sedes um segundo lar, uma “comunidade”.

Acho que se eu tivesse uma boa formação na escola tradicional, como a maioria destes entusiastas do homeschooling tiveram, e uma situação econômica favorável, provavelmente eu estaria na mesma barca que eles.
Mas dá pra ver que o negócio pode até ser bão, mas não é pra todo mundo.

Mas os esforços particulares para tirar o pé da merda coletiva faz parte da roda da história.
E mesmo com as ressalvas, é uma idéia que merece ser aventada, mesmo com os custos(sim, a menos que se queira deixar tudo ao perigoso “L\'os-dará”, haverão custos,)vale se aprofundar neste debate.

Seria bom que o mesmo fosse mais amplo e não uma discussão para maçons, pra ser decidida num fim de expediente preguiçoso na câmara.

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Svarog
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Ter 5 Abr - 1:55

Movimento anti-escola não vai pegar aqui. Mesmo pq o brasileiro não tem cultura para isto, tão pouco especialistas pra discutir tal questão e muito menos vontade por parte da sociedade e/ou dos nossos "nobres" politicos. Diferentemente dos Eua e Europa.
Aqui se nao matricular seu filho na escola, cedo ou tarde arrumará problemas com a justiça conheço alguns casos de pais que aventuraram-se a fazerem isto e quase foram em cana.
Ainda acho mais interessante constituir uma prolé com 10 filhos ou até mais e meio que direcionarem todos ao mundo do crime, afinal compensa muito mais roubar do que trabalhar no brasil. Ainda mais agora com a bolsa de R$ 862,11, chamado de auxilio reclusao. Multiplique esse valor R$ 862,11 por 10 e mande o homeschooling pro caralho!
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Crocodilo
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Ter 5 Abr - 11:17

Cara, se isso pegar aqui no Brasil, a mídia vai querer meter pau em cima fazendo campanha tipo
"Lugar de Criança é na Escola!" personagens caricatos praticantes desse negócio em novelas
e até em programas sencacionalistas se metendo nisso

"Põ-Põ-Põe noar! Olha que pai vagabundo e desnaturado! Se recusando a colocar seu filho na escola!
Olha como está a sociedade de hoje! Tanta família se sacrificando pra botar seus filhos na escola e vem
esses carinhas e fazem isso!"

Sem contar com a igrejas...
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B.K.
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Qua 18 Maio - 10:01

Eu vou te dizer porque essa parada não daria certo: porque o brasileiro, especialmente da classe-média, jamais se interessaria em educar seu filho.

99% dos pais querem que os filhos se fodam: empurram eles pras escolas só pra não ter que se preocupar com eles.

Duvida? Olhe DIREITO a sua volta.
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Fábio Leite
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Qua 18 Maio - 11:20

B.K. escreveu:

99% dos pais querem que os filhos se fodam: empurram eles pras escolas só pra não ter que se preocupar com eles.
É vero.
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B.K.
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Qua 18 Maio - 12:15

Fábio Leite escreveu:
B.K. escreveu:

99% dos pais querem que os filhos se fodam: empurram eles pras escolas só pra não ter que se preocupar com eles.
É vero.
Então você vai querer que os pais, que não querem ter mais responsabilidade porque "trabalham muito e não tem temopo", venham a fazer algo que não querem???

Quem fode tudo são os pais. Tudo começa ali.
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Barganin
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Seg 15 Ago - 12:17

Matéria sobre "o ponto fraco do ensino forte":

Spoiler:
 

E uma pequena lista de homens de "sucesso" que nunca passaram anos e anos enfurnados em escolas, e foram educados em casa.

Muita gente está preocupada em encher o rabo de canudos e não para pra pensar se realmente vale a pena investir tanto dinheiro e esforço em milhares de cursos para enfeitar currículo e que muitas vezes não possuem qualquer efeito profissional prático. Muitas vezes vale mais a pena estudar em casa com apostilas, livros usados ou mesmo pela internet para se tornar um profissional ou pessoa melhor do que bancar inúmeros cursos cretinos só pra ter mais um canudo. :close:

O diploma só ajuda se vc estiver procurando um cargo assalariado numa grande empresa pra lamber botas de patrões imbecis. Claro que o diploma está longe de ser uma solução definitiva para sua carreira, mas também não podemos dizer que não ajuda os que querem ser assalariados.

Mas é a maior besteira essa correria por cursos, certificações etc. Além de quase se tornar um escravo com tantas obrigações para encher o rabo de outro de dinheiro, é uma perda de tempo e dinheiro, um investimento que vc faz para trabalhar quase como escravo (contando a carga horária do trabalho e dos estudos que se faz para mantê-lo). A não ser que a pessoa seja um capachão empresarial, tenha vários contatos e se humilhe para chefes imbecis, jamais será um assalariado bem sucedido só com boa formação. Hoje em dia, ainda mais no Brasil, vale muito mais a pena ser bom no que faz e ter um "conhecido" que te coloque numa boa jogada do que tentar entrar através de boa formação aceitando ser um capacho empresarial. :yes:


Mozart - Compositor: Parece certo que boa parte do profissionalismo que Wolfgang veio a exibir em sua maturidade se deve à rigorosa disciplina imposta pelo seu pai. O seu aprendizado musical começou em casa, com a idade de quatro anos.


George Washington – 1° Presidente dos EUA: Começou sua educação como ajudante na fazenda de seu pai, fazendo montarias, caçando, atirando, e estudando com sua mãe e seu irmão mais velho, depois foi para uma pequena escola durante 2 anos.


Thomas Jefferson – 3° Presidente dos EUA: Teve educação domestica, apenas por período breve teve aulas em uma pequena escola, após ele teve ensino domestico com professores particulares estudando latim, grego, francês, estudou os clássicos gregos da filosofia, matemática, arqueologia e direito com George Whyte.


Douglas MacArthur – General do Exercito dos EUA na 2° Guerra: Foi criado em uma sucessão de postos do Exército no Velho Oeste Americano. Em suas memórias, Reminiscências, MacArthur escreveu: "Eu aprendi a montar (a cavalo) e atirar, mesmo antes que eu pudesse ler ou escrever, na verdade, quase antes que eu pudesse andar e falar.


Franklin D. Roosevelt – Presidente dos EUA (Venceu a 2° Guerra Mundial): Educado em viagens freqüentes para a Europa, fez com que Roosevelt fosse fluente em alemão e francês. Ele aprendeu a atirar, correr e jogar pólo e tênis. Roosevelt também começou a jogar golfe em sua adolescência, tornando-se um hábil jogador. Ele aprendeu a velejar; seu pai lhe deu um veleiro que ele batizou de "Lua Nova".


Winston Churchill – Primeiro-Ministro da Inglaterra: Cresceu na aristocracia e fora independente e rebelde desde pequeno, durante sua infância ele conviveu com uma empregada domestica e sua babá, à qual ele se sempre gostou de conviver e que o tratou bem.


Woodrow Wilson – Presidente dos EUA (Venceu a 1° Guerra Mundial): Ele tinha dificuldade para ler devido a sua possível dislexia, foi capaz de melhorar a si mesmo academicamente através da determinação e autodisciplina. Estudou em casa durante sua infância sob a orientação de seu pai.


John Quincy Adams – Presidente dos EUA: Sua educação começou com sua mãe lhe ensinando o básico, tanto ele como seus irmãos em casa. Grande parte da juventude de Adams foi gasto acompanhando seu pai no exterior na França e na Holanda. Adams estudou um tempo na Universidade de Leiden na Holanda e passou sua juventude em países da Europa como Dinamarca, Suécia, Rússia, Finlândia e ficou fluente em vários idiomas europeus.


Theodore Roosevelt – Presidente dos EUA: Passou a infância até a idade de 18 anos sendo ensinado em casa por tutores e professores particulares e em viagem pela Europa e no Egito, aprendendo vários idiomas europeus, alem de aprender esportes e boxe por incentivo de seu pai.


Robert E. Lee – General do Exército dos EUA e CSA na Guerra Civil: Estudou grande parte da infância e adolescência em casa o básico com sua mãe e familiares.


George S. Patton – General do Exército dos EUA: Começou sua educação em casa estudando os clássicos e diversos livros de história militar.


John Paul Jones – Patrono da Marinha Americana: Estudou em casa e durante as diversas viagens que teve em navios britânicos na infância e mocidade.


Benjamin Franklin – Polímata e Estadista: Estudou dois anos em uma escola cristã, e no resto da sua infância e mocidade aprendeu e trabalho com seu irmão e seus pais.


Alexander Hamilton – 1° Secretario do Tesouro dos EUA: Estudou toda sua infância e juventude até os 16 anos ao estudar em uma escola preparatória para a faculdade.


Lewis e Clark – Exploradores: Ambos os exploradores Meriwether Lewis e William Clark tiveram educação caseira e durante as horas vagas se aventuravam com seus cães a aprender a arte de caçar, desbravar e escalar montanhas e abrir matas e demarcar territórios. Eles juntos a mando do Presidente Thomas Jeferson desbravaram as terras dos que viriam a se tornar o famoso Velho Oeste Americano dos indomáveis Cowboys.


Leonardo da Vinci – Polímata e Artista: Recebeu educação básica em casa em latim, matemática e geometria e aos 14 anos foi aprendiz do artista Andrea di Cione


Andrew Carnegie – Empresário: Teve educação básica em casa e começou a trabalhar aos 13 anos de idade


Thomas Edison – Inventor: Estudou 3 meses em uma escola e foi ensinado por sua mãe em sua casa durante sua infância e juventude.


Alexander Graham Bell – Inventor: Quando criança, viva fazendo coisas e experimentos, recebeu educação de seus pais e mais velho ele foi para a Royal School em Edimburgo de onde saiu aos 15 anos.
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Sex 24 Fev - 18:39

O GRANDE PROBLEMA DA EDUCAÇÃO EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO, PODE SER EXPLICADO PELA CITAÇÃO:
"É muita falcatrua... com um pouquinho assim de vadiagem" (Brother Gil)

UM DOS FILMES QUE MAIS ME EMOCIONOU (uui) SOBRE ENSINO É:

O Milagre de Anne Sullivan (1963, gênero drama biográfico, dirigido por Arthur Penn, e baseado no livro The Story of my Life, de Helen Keller e na peça teatral de William Gibson)
FILME QUE ALIÁS DESCREVERIA MINHA OPINIÃO SOBRE O DEBATE CORAÇÃO VIGENTE...

VALE A PENA, MACACADA!
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CAVALO
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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Sex 24 Fev - 19:05






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MensagemAssunto: Re: O movimento anti-escola e a educação domiciliar   Sex 24 Fev - 19:17

DUVIDO QUE ALGUÉM ASSISTA ESSA PORRA E AINDA ENTENDA... Foda-se

MAS FODA-SE! Foda-se

TO PARTICIPANDO! Orly
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