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 Rpgistas e suas mancadas

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Clanker
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Sex 4 Mar - 2:00

B.K. escreveu:
Acho que os caras que curtem RPG conseguiram ser mais cansados e ultrapassados que os velhinhos que jogam damas na praça pública.
Ou bocha.
Porque a bitolação, o exclusivismo e a extrema caretice é a mesma.
Essa merda não anda! Não anda, NÃO AVANÇA NADA!

Eu tento sempre me manter atualizado sobre as últimas vertentes do RPG.

Já achei até RPG onde tu joga de... gato, o Cat RPG.
http://www.rpgnow.com/product_info.php?manufacturers_id=622&products_id=18747&it=1

A Gringalhada é bem receptiva a novos jogos, mas o jogador brasileiro, em geral é excessivamente tacanho, apegado a um passado que não mais existe, é avesso a simplificação do RPG, preferindo manter bem elitizado.

E são machistas. Querem moças jogando com eles, mas para satisfazer seus fetiches desgraçados, não para ter uma integração de ambos os sexos no jogo.

--------------------------------------------------------------

Bom, o Wraith fracassou por vaidades do criador Mark-Hein Hagen (acho que é assim que se escreve).

Wraith era pesado e desconcertante demais. Vendeu pouco, pois o autor extrapolou demais nos limites dos leitores, indo além da doença do que os mais doentios japoneses autores de terror jamais foram.

Na verdade, quando eu li achei normal, mas já teve caso nos EUA de suicídio com Wraith após mesas de jogo.
Choveram reclamações, pediram para o cara tornar o jogo mais "jogável", pois haviam esquemas que funcionaram bem até no playtest, mas fracassou enormemente quando o pessoal começou a jogar.

Para começar, cada jogador tem sua aparição. As Aparições são separadas de acordo com o tipo de morte que tiveram, pois no Mundo Inferior elas são alocadas em exércitos onde cada tipo de morte prevalece.

Por exemplo, a Legião Esmeralda são os acidentados. A Legião Amarga é para os de morte violenta. A Legião Silenciosa é para os suicidas, e por aí vai.

O grande problema é que cada Aparição tem uma Sombra, seu lado funesto, distorcido e nefasto, que quer a todo custo arrastar sua personagem para o Esquecimento total e absoluto.

Toda Aparição MORRE DE MEDO de ser esquecida. Tal é esse medo que elas ficam ligadas a Grilhões, que pode ser desde um cachorro querido, uma caneca ou mesmo uma pessoa querida - e as Aparições zelam com fervor esses últimos redutos de lembrança delas.

Só que a Sombra caga para isso, ela tenta todo o tempo tomar o corpo - e ela pode fazê-lo quando a Aparição está a beira de sua segunda morte...

Até aí tudo bem - o foda é que um jogador controla a Sombra do outro.
Ou seja, neguinho enquanto aparições colaboravam entre si, mas tinham de foder uns contra os outros pelas costas.

Aliás, Fuder é só uma força de expressão, pois as Sombras tem várias personalidades.
Desde o simples Monstro peverso e maligno que lhe devora até mesmo uma Sombra igual a sua mãe e que lhe trata como muito amor e peversidade ou uma Sombra que é uma falsa-amiga ou um bebê que lhe suga como um parasita.

As sombras em seu ápice mantém as Aparições em um tipo de transe: o Labirinto, onde os piores medos e peversidades que a Aparição sofreu é confrontado - e são todos os erros horrendos sem arrependimentos que a Aparição cometeu, todos jogados na cara em uma peversa cena criada para testar a Aparição.

Exemplo: se você tem uma Sombra que é a sua mãe (não a mãe verdadeira, mas a sombra se molda como ela). Ela te impõe que você abandone uma pessoa querida, senão vai te dar uma surra. Aí tu faz o teste de força de vontade.

Se tu passa, tu manda a sombra se escafeder e sai do Labirinto.
Se tu falha, tua mãe dá um beijo na testa e te põe no quarto escuro, amarrado a uma cama, para você dormir.
Se tu falha criticamente, tua mãe quebra seu braço e te afoga na pia do banheiro enquanto recita CADA erro que tu cometeu em vida.

Ou seja, é um jogo tão maduro e tão imerso que provocava sensações de desesperança, desespero e fatalidade que alguns jogadores confundiam jogo com realidade, se deprimiam, drogavam e se matavam.

O que é estranho, pois isso é só um elemento de Wraith, ainda que destacado. O cenário de Wraith é bem rico, o mundo inferior tem várias facções espirituais em guerra, como:

-Estígia: Onde estão as aparições ocidentais e são onde a maioria dos jogadores provém.
-Fontes Amarelas: Onde estão os mortos dos povos do sudeste asiático e extremo oriente (China, Japão, Coréia...).
-O Grande Arbusto: Onde estão os mortos africanos, é uma imensa selva.

Batalhas campais onde exércitos cobrem o horizonte acontecem, pois as Aparições não possuem matéria prima, logo o que elas fazem? Criam armas, armaduras e proteções a partir de outras almas.

Ou seja, o rifle que você usa no jogo já foi uma aparição como você um dia, assim como o seu capacete, colete, as paredes de sua casamata etc...

Enfim, o jogo tinha um lado excessivamente repulsivo e grotesco além do aceitável que gerou comoção (exagerada na minha opinião) no mundo inteiro.

Isso não pegou bem, gerou atritos, gritos e berros - e quando falo isso não é meia dúzia em fotologs chorando não - falo da caixa de correio da White Wolf ficar ENTUPIDA de cartas escritas à mão de jogadores do MUNDO TODO.

O autor em um gesto bem Emir Ribeiro mandou essa gente se escafeder e continuou tornando o Wraith uma punhetação de seu ego doentio até as últimas conseqüencias.

Bom, como já sabemos no Brasil, vaidade no meio comercial leva a falência do título.
Wraith foi cancelado em 2000.

-----------------------------------------------------

Quanto a outros RPG's com o tema espírita, temos o Spiritum: O Reino dos Mortos de Marcelo Del Debbio, da Daemon Editora, onde ele relata os mundos espirituais, e ele se afunda no candombé, umbanda, kardecismo, cristianismo, islamismo, budismo etc - para fazer o cenário do jogo. É um suplemento para os carros chefes Arkanun (idade média) e Trevas (idade moderna).

http://www.daemon.com.br/home/index.php/spiritum/
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Mephisto
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Sex 4 Mar - 10:11

Bom... Eu não li esse livro, mas não duvido que seja exagero da parte dos jogadores. Eu por exemplo sinto falta de terror de verdade nos RPGs e mesmo jogando os outros livros do Mark Hein Hagen eu numca encontrei nada que fosse realmente aterrorizante. Só consegui algo mais assustador com Call of Cthulhu e o brasileiro Trevas. (Que mesmo assim não é tanto terror assim.)

E desculpe a sinceridade, não quero defender o autor do livro, mas acho que ele pode dar uma de Emir, já que ele já lançou caralhadas de livros e todos eles foram sucesso de venda no mundo todo (Ou quase todo...) O cara é milhonario... Um livro que foi mal pra ele nem faz diferença.

Na minha humilde opinião o que falta não são boms livros de RPG, eles existem, e estão muito além da manjada fantasia medieval. O problema é que a mídia especializada somente foca em um ou dois cenarios. E a maioria dos jogadores são mesmo é um bando de Nerd sem vida que só quer se punhetar. (Igual o Cassaro)
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B.K.
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Sex 4 Mar - 11:55

Eu cascalho de rir com o pessoal do RPG. É a certeza d'eu dar risada com suas merdas.

Cara!
É-SÓ-A-PORRA-DUM-BRINQUEDO!
Não é dinheiro, jóias, fama, poder, drogas, nada.

É-SÓ-UM-BRINQUEDO!

Mas os caras ficam numa punhetação alucinada, um delirando com o conceito do outro, o outro alucinando com o livrinho do mimimi, os "elementos" da Xuxa que o pariu, o criador Mark Punheton, a editora Brogodó que lançou o livro do Fudunga Quântica que explora as convergências das subnativações arbitrários dos seres aprisionados da...

Mano!
MANO!
É-SÓ-A-PORRA-DUM-BRINQUEDO!
Existe um limite entre diversão e APEGO!

Diversão é quando a gente pega um game, zoa, curte, se diverte e raramente volta a brincar de novo. Uma vez por ano, vai, se muito.

Neguinho fica com essa merda TODO-SANTO-DIA, TODO-SANTO-MINUTO!
E vai pra cima criando mundos, e magias, e compêndios, e armas, e criaturas e o caralho...

Eu tenho uma teoria: jogador de RPG é um Xuxa DOENTE MENTAL DO CARALHO! Me desculpem os aficcionados aqui presentes, mas eu acho vocês doentes, doentes, seriamente doentes mentais.

Eu vi umas entrevistas do pessoal da Jambô, da turminha de RPG, vi a cara dos sujeitos e MEU!
Não tem nenhum cara normal naquela merda.
Normal no sentido dele se vestir condignamente (não tô falando pra ser padre), com uma boa aparência, passando uma imagem de lucidez, tranquilidade, serenidade.

Eu só vi cara PERTURBADO MENTAL! Uns caras sebosos, de aparência cadavérica, magrelo ou gordão, camiseta, barbudo, feio, sujo, fedido, esquisito, asqueroso pra caralho!
Gente nojenta mesmo, podre, fodido...

Porque o externo reflete o interno, sacou? Se ele se apresenta assim, então por dentro ele É assim. Sim, eu sei que tem gente que se "camufla socialmente", mas a turminha do RPG não.
Eles são doentes mentais SIM! Sofrem de uma terrível forma de alienação SIM e deveriam estar fazendo terapia.

"Ah, mas no Japão mimimi! Ah, mas nos EUA bububu..."
Pois é, lá também tem gente louca.

Enfim, mas falando do papo certo, RPG É-SÓ-UMA-PORRA-DUM-BRINQUEDO!
Mas um brinquedo que, pra funcionar, não pode começar com magias, poderes ou elementos de brinquedinho.

Tem que começar com história.
História boa, com personagens bons e, principalmente, conceitos do universo ficcional que sejam divertidos.

O lance não são as batalhas, as armas, os adereços.
O lance é a EMPATIA que você tem com o universo ficcional para DEPOIS brincar com ele.

Aqui é o contrário, porque tem o babaca que lançou uma revista, atraiu a molecada, fez um público e, assim, ele IMPÕEM os seus conceitos.

Veja bem: só tem dois ou três caras no fandom do RPG que mandam no que vai sair, no que vai ser publicado e na MANEIRA em que o pessoal vai jogar.

Pelo o que eu vi, o fandom de RPG é GADO! Segue o que o cara lá na frente mandam e pau non cu.

Não é por nada que saiu aí o "guerras táuricas": é uma maneira sutil de humilhar o RPGista estúpido que é incapaz de perceber que, além de ser usado, é cuspido e escarrado no meio da cara!

Cêis merecem se foder!
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Mohamed
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Sex 4 Mar - 12:24

Brinquedo "naquelas", Bk.
As pessoas são muito influenciáveis e além disso, vivem numa realidade fantasiosa.

Você não faz idéia de quantas pessoas, mundo afora, acreditam na eixstência do Necronomicron.
Que é um livro totalmente fictício. Mas existem "versões" dele em espanhol.

No Brasil temos os Livros de São Cipriano, o Capa preta e o capa de aço.
Tem gente que acredita nesses livros.

Pra acreditar num RPG, é um pulo.


Bom.
Quem quer conhecer um bom RPG medieval, recomendo a série Aventuras Fantásticas.
Bem maduro, violento e sem frescuras.
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B.K.
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Sex 4 Mar - 12:27

Banco Imobiliário é um brinquedo.
Mas não vejo convenções, fantasias e delírios em cima desse brinquedo.

As coisas são o que as pessoas a ela atribuem.
Quando se atribui coisa demais a um brinquedo, vendo nele valores que não existem, é sinal que as pessoas estão doentes.

Potencializando-se essa doença, por conseguinte, a Sociedade está visivelmente doente.
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Clanker
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Sex 4 Mar - 13:30

Sei lá, eu encaro o RPG como um hobby, nada mais.
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Mephisto
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Sex 4 Mar - 13:39

Kerdied escreveu:
Sei lá, eu encaro o RPG como um hobby, nada mais.

Com certeza... Se deixar de ser isso vira loucura... Nego fica alucinado, ai a vida do cara vai pro caralho...
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Sex 4 Mar - 13:45

É. Hobby, é? Tô vendo como vocês se aprofundam no assunto.
Ninguém vai tão longe com um hobby.
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Sex 4 Mar - 13:46

Mephisto escreveu:
Kerdied escreveu:
Sei lá, eu encaro o RPG como um hobby, nada mais.

Com certeza... Se deixar de ser isso vira loucura... Nego fica alucinado, ai a vida do cara vai pro caralho...

É aquele negócio, RPG, jogos online etc - para mim são como bater uma bolinha de futebol no fim de semana.

BK escreveu:
É. Hobby, é? Tô vendo como vocês se aprofundam no assunto.
Ninguém vai tão longe com um hobby.

Você não se aprofundou em animação japonesa e tudo mais?
Então, é a mesma coisa aqui.
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B.K.
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Sex 4 Mar - 13:53

Né não, né não!
Eu me aprofundei nos assuntos por interesse ECONÔMICO! Confesso que no começo foi, e ainda é, paixão. Só que uma paixão que não gera frutos...
Não é paixão, sacou?
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Mephisto
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Sex 4 Mar - 13:56

Kerdied escreveu:
Mephisto escreveu:
Kerdied escreveu:
Sei lá, eu encaro o RPG como um hobby, nada mais.

Com certeza... Se deixar de ser isso vira loucura... Nego fica alucinado, ai a vida do cara vai pro caralho...

É aquele negócio, RPG, jogos online etc - para mim são como bater uma bolinha de futebol no fim de semana.

Eu costumaja jogar RPG mais ou menos como o futebol (esporte execravel) mas tem mais de ano que eu não jogo, mas agora que to sem trabalho e to de seguro desemprego devo voltar a jogar pra passar o tempo enquanto não arrumo outro.

BK escreveu:
É. Hobby, é? Tô vendo como vocês se aprofundam no assunto.
Ninguém vai tão longe com um hobby.

Você não se aprofundou em animação japonesa e tudo mais?
Então, é a mesma coisa aqui.

Não é por que é um Hobby que eu vou deixar de fazer o troço direito pô... Além disso tem que conhecer a treta, nem que seja pra xingar...
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Sex 4 Mar - 14:17

É tudo uma questão de limite.
É legal brincar e coisa e tal.
Mas quando você se aprofunda DEMAIS na parada, se começa a andar com uns tipos esquisitos e começa a defender coisas sem sentido...

Pior: se você ESCREVE UM LIVRO DE REGRAS DE RPG...

Cara!
Isso não é coisa de gente normal e que faz por "hobby".
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Clanker
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Sex 4 Mar - 14:21

B.K. escreveu:
É tudo uma questão de limite.
É legal brincar e coisa e tal.
Mas quando você se aprofunda DEMAIS na parada, se começa a andar com uns tipos esquisitos e começa a defender coisas sem sentido...

Pior: se você ESCREVE UM LIVRO DE REGRAS DE RPG...

Cara!
Isso não é coisa de gente normal e que faz por "hobby".

Mas aí não tem graça... lol!
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Agronopolos
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MensagemAssunto: São Cipriano   Sex 4 Mar - 15:04

Mohamed escreveu:

No Brasil temos os Livros de São Cipriano, o Capa preta e o capa de aço.
Tem gente que acredita nesses livros.



Sempre quis saber se essas mandigas existentes nesse livros funcionam
Penso que não, mas sou mente aberta

Alguem já fezalguma mandiga desses livros?
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Sex 4 Mar - 15:13

Eu tenho um amigo que acreditava nesses livros do São Cipriano.

Mas ele desistiu quando foi atrás de um ovo botado por um galo.
Acho que isso é algo meio difícil de conseguir...
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Quiof
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Dom 6 Mar - 0:18

eles vão alegar igual o Bk disse num podcast: "é fantasia!", já li usam o argumento que D&D se passa num universo paralelo etc... em D&D e em Tormenta tem até Swashbuckler, Samurai, Guerreiro Shaolin etc...


os bárbaros de RPG sempre se parecem com o Conan, cadê os hunos, germanos etc..?

esses erros que o Bk citou são comuns em filmes medievais de aventura (esses sim ambientados na Idade Média Européia).

Porque não usam os sistemas genéricos com outros temas, só predominam Medieval/Fantasia e Vampiro? os autores daqui não sabem lidar com FC ou outro tema.

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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Dom 6 Mar - 1:55

Eu te digo qual o maior problema do RPG: são os idiotas que desenvolvem sistemas imbecis de RPG, se baseando em premissas escrotas e universos babacas.

Explico: o sistema do game em si já dá pro cara uma noçãozinha ridícula de "poder". Eu conheci uns caras assim que ficavam de pau duro porque "wow, eu desenvolvi um game novo, eu fiz um RPG diferente e que será isso e aquilo, nossa, que sou ducaralho, que demais".

Só que, até onde minha patroa sabe (pois é ela quem pesquisa o assunto), TODOS os sistemas nacionais são podres. São pessimamente criados, mal desenvolvidos, mal estruturados ou são apenas variações tronchas do D&D ou de suas versões simples.

Junte a esses sistemas podres um universo ficcional praticamente plagiado de um outro universo ficcional (Fantasia, vampiros, medieval, super-heróis etc) que teremos um jogo que só pode ser usado por...

Débeis mentais.
Me desculpem os fãs aqui presentes, mas é matemática simples: merda com merda só dá merda! É meio óbvio dizer mas um sistema de jogo merda com um universo ficcional de merda dá...
Merda!

Porque se a gente partir do pressuposto de que um sistema de jogo funciona e que seu universo ficcional é ótimo, por conseguinte, haveriam os velhos e bons LICENCIAMENTOS INTERNACIONAIS!
Ora, se o bagulho vende pra caralho aqui, se é sucesso aqui, se é incrível, fantástico, wow de fodancha, O QUE DIABOS os editores não fizeram pra licenciar pra outros países essa pérola?

É.
Não licenciaram.
Na verdade, os gringos nem sabem do que se trata. Perguntei pra alguns deles lá do fandom de RPG estadunidense e... Lhufas.
Necas.
Porra nenhuma.

O que eu acho é que rola o seguinte: é coisa de fã.
E o fã é um retardado mental, bitolado e imbecil do caralho.

Porque PORRA! Se eu tenho um sistema gringo poderoso, lascado, maravilhoso, tipo Magic ou mesmo Pokémon, a troco de QUE eu vou jogar um troço nacional? Que eu sei que é ruim?

O fã joga porque é fã. O fã é, além de retardado, solitário. Na minha teoria, ele não tem contato com ninguém e acaba entrando no esquema do RPG nacional pra não se sentir sozinho, afastado, excluído.

E o fã é mulherzinha.
Mulherzinha porque ADORA uma fofoca. ADORA um barraco da briga do viadinho que entrou no lugar do outro viadinho que fazia a revista de viadinho e que todos os fãs viadinhos liam pra poder se sentir viadinhos menos sozinhos!

É a mesma coisa com a Animax: a gente trazia um público fodido pra nossa revista porque malhávamos a Herói e a Heróis da TV. Assim que veio a Internet, neguinho até hoje cola em mim pra saber "por que é que você saiu da Animax"?
Percebeu?
Não se trata da informação da revista, não importa o pôster, o adesivo, o mimimi.

Nem interessa se o sistema é bom ou não, foda-se, tanto faz!

O que importa é o cara achar que faz parte de uma relação pessoal imaginária!
O que interessa é o cara achar que faz parte de um grupo, que interage com um pessoal, que tem amigos, colegas, conhecidos, uma grande "família global" do RPG!

Cara!
Isso tem um nome: ALIENAÇÃO DO CARALHO!

Porque nos EUA, o cara que desenvolve um sistema de jogo pode até jogar, fazer parte de convenções, ter amigos, etc...
Mas ele quer GRANA!
Ele quer ir numa Mattel, licenciar suas coisas, ganhar uma fortuna e comprar uma casa na praia, com carro na garagem e desenho animado de suas coisas!

Aqui não!
Aqui o cara lança seu RPG por uma editora vagabunda, financiado pela grana do pai do amigo dele, vende seu livrinho ordinário pra meia-dúzia de gatos-pingados ficarem lhe lambendo o saco nos foruns e Foro de São Paulo...

E não sai dali. Fica no seu canto, no seu tanquinho de areia, brincando com outros retardados e sendo adulado ou comentado por outros tantos retardados!

Fala sério!
FALA MUITO SÉRIO, meu camarada!

Terceiro Mundo é isso!
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Kaiju
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Dom 6 Mar - 9:28

B.K. escreveu:
Porque nos EUA, o cara que desenvolve um sistema de jogo pode até jogar, fazer parte de convenções, ter amigos, etc...
Mas ele quer GRANA!
Ele quer ir numa Mattel, licenciar suas coisas, ganhar uma fortuna e comprar uma casa na praia, com carro na garagem e desenho animado de suas coisas!
Outro diferencial do RPG nos states é que se costuma fazer bastante grana pela venda de miniaturas, existindo para todos os gostos e bolsos, porque lá costuma haver mais importância para a parte de jogo de combate em geral. Aqui o pessoal prefere curtir a onda do faz-de-conta, chegaram a existir umas empresas nacionais de miniatura nos anos 80 mas faliram rápido, eram meio fundo de quintal também.

Jogos de estratégia então fazem uma grana forte com miniaturas, por um lado restringem mercado para um nicho específico mas conseguem se manter muito bem manipulando o fandom, vendendo pecinhas de plástico ou metal pelos preços mais superfaturados que já vi. Não vejo chance para mercado disso aqui, se ainda existe por lá em tempos virtuais, é porque já existia uma tradição antes que conseguem manter bem.
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B.K.
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Dom 6 Mar - 11:23

Kaiju escreveu:
Outro diferencial do RPG nos states é que se costuma fazer bastante grana pela venda de miniaturas, existindo para todos os gostos e bolsos, porque lá costuma haver mais importância para a parte de jogo de combate em geral. Aqui o pessoal prefere curtir a onda do faz-de-conta, chegaram a existir umas empresas nacionais de miniatura nos anos 80 mas faliram rápido, eram meio fundo de quintal também.

Mas isso acontece por que?
Porque os caras querem GANHAR DINHEIRO! E ganhar dinheiro não só com venda de livrinhos; tem os produtos derivativos, o marketing com camiseta, boneco, tabuleiro, adesivo, chaveiro, o diabo!

Eu sei que é difícil fazer bonecos no Brasil. Ontem mesmo eu comentava com um amigo no Facebook; aqui no Brasil você ainda precisa ESCULPIR NA MÃO o boneco, pra mandar pra fazer a base, depois o molde, depois a feramente, depois mandar pra máquina que vai enfial o plástico derretido, depois pintar um a um...

Enquanto que na China você enfia o desenho em 3D aqui e a máquina monta uma grade PRONTA com TROCENTOS bonecos, já devidamente pintados. Não precisa ser um boneco único, pode ser de várias peças. É só ir no camelô e ver: tem até boneco da Mônica sendo que o Maurício nem vende esse produto!!!!!
Como é que os chineses fazem isso?

Escaneiam a imagem, tratam, dão uma renderizada em 3D e mandam pra essas máquinas.
No caso dos bonecos da FIGMA, que são montados peça a peça, todos vem numa grade que nem os kit Revell. Daí a chinezada desmonta, enfia numa embalagem e pronto.

Veja só:

http://www.toymania.com/features/ggprocess.shtml

Uma vez feito a base, é mandar pra máquina e faturar. Cada boneco sai, no fabricante chinês, algo entre 1 e 20 dólares. INCLUSIVE os bonecos da Figma, que aqui são vendidos a 300, 400 reais.

A partir daquela imagem em 3D já dá pra fazer o diabo.

Ou seja, a tecnologia evolui pra caralho, as possibilidades são foda e neguinho fioca na punhetagem em cima de sistema de game vagabundo.

Aí, quando alguém critica esse marasmo, é limado do esquema, boicotado, processado...

Citação :
Jogos de estratégia então fazem uma grana forte com miniaturas, por um lado restringem mercado para um nicho específico mas conseguem se manter muito bem manipulando o fandom, vendendo pecinhas de plástico ou metal pelos preços mais superfaturados que já vi. Não vejo chance para mercado disso aqui, se ainda existe por lá em tempos virtuais, é porque já existia uma tradição antes que conseguem manter bem.

O que não entra na cabeça desses babacas é que o RPG, em si, não movimenta apenas os livros.
As pessoas se identificam com os personagens, com o visual, com a postura "ideológica" de tudo.

Por isso que o fabricante do Magic não fica apenas nos cardzinhos, nos livrinhos e mimimi. Tem CARRADAS de produtos, tem BILHÕES de brinquedos e tem PUTILHÕES de produtos para TODAS AS IDADES!

Aqui, o cara faz um livrinho de RPG, vende 500 exemplares e ele não amplia nada porque "é num clássico que não pode ser ampliado".

Há mercado para tudo neste país.
O que fode é que o produto que ALAVANCA as vendas fica limitado a meia-dúzia de gatos-pingados que se orgulham de manter, apenas para si, um sistema de jogo.

Pense só o que seria da Hasbro se ela mantivesse o Monopoly apenas para os fãs.

Os horizontes são limitados apenas pelos olhos de quem o vê. Sorrisão
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Kaiju
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Dom 6 Mar - 12:11

Ainda sobre rpgs nacionais, todos eles eram ruins por serem mesmo cópias de coisas estrangeiras e faliram.

Os únicos que conseguiram alguma popularidade foram os do Cassaro, mas por apenas três motivos:

1. Estupidamente baratos se comparados aos livros estrangeiros.
A preço de revista, como eram normalmente publicados, enquanto a concorrência estrangeira era publicada aqui como livro para nicho, mais tarde virando livro de luxo de capa dura mesmo. Os sistemas estrangeiros são mais complexos e organizados, normalmente dividindo o básico em mais de um livro, exigindo assim um investimento inicial ainda maior.

2. Apelação para várias referências de fandom como isca para atraí-los.
De tokusatsu a fantasia, especialmente anime, tudo pode ser usado (jogado) nas ambientações. Não importa se haverá erros ou incoerência, o que importa é o fã reconhecer aquilo que gosta no produto para criar o interesse inicial. Como rpg é um jogo de faz-de-conta o sucesso é garantido, já que o fã vai brincar de faz-de-conta sobre aquilo que adora.

3. Sistema de regras "familiar" for dummies.
Criado misturando-se elementos dos sistemas estrangeiros mais populares, numa versão "simplificada" de uma complexidade similar a de um super trunfo. Com furos e sem equilibrio, mas "acessível ao público". Para mim pelo menos, é praticamente um insulto a inteligência. Recentemente apenas usa um sistema estrangeiro de regras popular por ter licença aberta.

Tudo para fazer a pessoa comprar no impulso, porque é barato, modinha e fácil. Só funciona a curto prazo porque os defeitos vão sendo notados depois com o tempo, fatalmente prejudicando continuação ou expansão.
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Kaiju
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Dom 6 Mar - 12:54

B.K. escreveu:
Por isso que o fabricante do Magic não fica apenas nos cardzinhos, nos livrinhos e mimimi. Tem CARRADAS de produtos, tem BILHÕES de brinquedos e tem PUTILHÕES de produtos para TODAS AS IDADES!
Verdade. Diria até que as empresas hoje em dia buscam vender tantos produtos associados quanto for possível, como foma de divulgação ou maneira de sobreviver no mercado.

Os próprios jogos de estratégia com miniatura por exemplo. Uma das empresas resolveu investir num game de estratégia para PC. Nem tanto para concorrer diretamente com outros games de estratégia (a princípio), mais para divulgar seus jogos com miniaturas que passavam por dificuldades. O contrário também acontece, games famosos e bem sucedidos como WoW e starcraft lançando jogos de tabuleiro e card games como divulgação de seus produtos. Investindo-se em diferentes ramos fica mais fácil lidar com altos e baixos do mercado, perde-se de um lado mas ganha-se do outro para compensar.
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Dom 6 Mar - 12:55

Kaiju escreveu:
1. Estupidamente baratos se comparados aos livros estrangeiros.
A preço de revista, como eram normalmente publicados, enquanto a concorrência estrangeira era publicada aqui como livro para nicho, mais tarde virando livro de luxo de capa dura mesmo. Os sistemas estrangeiros são mais complexos e organizados, normalmente dividindo o básico em mais de um livro, exigindo assim um investimento inicial ainda maior.

Isso porque você parte do pressuposto de que o leitor conhece o material estrangeiro pra comparar.
Acho que você está enganado.
O leitor comum não conhecia nada. Ele ia, e vai, no embalo do modismo, no que o pessoal está comentando e não porque ele compara com isso e aquilo.

Mas o quente é isso: de novo nós tivemos um lance de sorte: o cara se antecipou NA CAGADA e fez um livro de RPG antes de chegar o material estrangeiro, antes do leitor conhece-lo e antes das empresas sérias licencia-los.

Uma vez que isso aconteceu, eue foi pras picas, que nem o Raio Negro morreu quando chegou X-Men ou o mangá dele quando entrou mangá de verdade.

A versão nacional só dura um tempinho porque não compete com ninguém.
Quando entra a competição, toma no cu.

Citação :
2. Apelação para várias referências de fandom como isca para atraí-los.
De tokusatsu a fantasia, especialmente anime, tudo pode ser usado (jogado) nas ambientações. Não importa se haverá erros ou incoerência, o que importa é o fã reconhecer aquilo que gosta no produto para criar o interesse inicial. Como rpg é um jogo de faz-de-conta o sucesso é garantido, já que o fã vai brincar de faz-de-conta sobre aquilo que adora.

Um dos poucos acertos nesse produto é a variação temática.
Mas isso não aconteceu por planejamento, cálculo, estratégia.

Foi porque o autor gostava das paradas!

Outro erro é essa visão estúpida de fã.
O fã isso, o fã aquilo, o fã, fã...

Cara!
Não tem nada de fã.
Quem consome esses produtos não são fãs. Esse é um rótulo simplificante e burro pra determinar uma fatia de consumidores extremados. Só que quem sustenta as vendas JAMAIS é o fã.

São os consumidores comuns que odeiam ser comparados com fãs.

Eu arrisco dizer que não existem fãs. Existem consumidores apaixonados mas que, em hipotese alguma, podem ser levados em consideração numa análise mercadológica do sucesso ou fracasso do produto.

O que acontece é que, agora, os produtos de RPG são consumidos por uma parcela insignificante de apreciadores. Que podem até ser chamados de fãs, foda-se, mas eles não sustentam nada, não movimentam nada.

Na verdade, atender apenas ao fã é a certeza do fracasso de qualquer empreitada comercial porque o fã é um segmento infinitesimal.

Imagine o que seria da Coca-Cola se ela vendesse apenas para ps fãs do refrigerante!

O Magic e Pokémon foram sucesso não porque atendeu aos fãs mas porque tiveram, e têm, um sistema de jogo popular por ser extremamente simples.
Os níveis mais sofisticados são produtos DERIVATIVOS desse público "simples" que começou com o básico e foi crescendo.

A merda do autor nacional é que ele conquista um público e fica ali. Não avança, não progride, não AMPLIA os negócios porque, de novo, ele não quer ganhar dinheiro.
Ele não quer fazer uim bom trabalho.
Ele é moleque e o moleque só quer "fazer amigos" e botar banca.

Citação :
3. Sistema de regras "familiar" for dummies.
Criado misturando-se elementos dos sistemas estrangeiros mais populares, numa versão "simplificada" de uma complexidade similar a de um super trunfo. Com furos e sem equilibrio, mas "acessível ao público". Para mim pelo menos, é praticamente um insulto a inteligência. Recentemente apenas usa um sistema estrangeiro de regras popular por ter licença aberta.

Mas porra, O QUE IMPORTA É ISSO!
Pro público comum, o que interessa é colecionar a cartinha, brincar na escola, em casa, na rua e, mais pra frente, brincar com os sistemas mais complexos.
Isso, SE ELE QUISER, se ele se sentir ESTIMULADO!

Os caras do RPG são estimulados a irem adiante pra fazerem parte de uma "nata" de jogadores especiais e não porque o brinquedo é coerente, divertido ou faz sentido, tecnicamente falando.

Por isso que neguinho compra o jogo, vê a cagada e passa por cima porque não interessa a viabilidade do produto mas, sim, se ele vai fazer com que ele se aproxime mais de outras pessoas.

E te garanto que, no fundo, é ISSO o que os autores querem: um pessoal em volta deles, pulando, aplaudindo e dando tapinhas nas costas deles.

Já o gringo quer que isso se foda, ele quer dinheiro e, por querer dinheiro, ele faz os sistemas funcionarem.
Se não funcionar, não vende.
Se não vende, eles são demitidos e a empresa fecha.

Aqui não, se o livro não vende, tudo bem, "somos especiais porque temos nossos amigos".

Citação :
Tudo para fazer a pessoa comprar no impulso, porque é barato, modinha e fácil. Só funciona a curto prazo porque os defeitos vão sendo notados depois com o tempo, fatalmente prejudicando continuação ou expansão.

Entenda uma coisa: não há interesse em continuação.
Não há interesse em expansão.
Ninguém do fandom de RPG compra, comprou ou comprará por impulso, nem porque é barato, modinha ou fácil.

O cara compra pra se sentir PARTICIPANTE DE UM MOVIMENTO E MEMBRO DE UM GRUPO!
Porque ele conhece o fulano, que conhece o cicrano, que ele vai no forum e acha o autor do mimimi.

O game em si não tem importância, a qualidade do produto, sua coerência, sua lucrabilidade e funcionalidade...

Isso é lixo.

É só você ver que, até hoje, tem neguinho que ainda joga essas merdas cagadas, fodidas, estragadas, podres e vomitadas EXATAMENTE porque tem uma turminha jogando! Gente que já deveria ter criado sistemas próprios, universos próprios, produtos novos, mais ágeis, mais interessantes e com ambições maiores...

Mas que fica aí, no delírio, sem saber ao certo o que está dizendo porque, no fundo, é um RPGista que não sai do gueto.

Você, por exemplo.
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Dom 6 Mar - 13:07

a Hasbro comprou a Wizards of Coast, que tinha comprado a TSR dona do D&D, hoje eles tem Magic, D&D, fazem brinquedos pra Marvel e mais trocentas outras coisas.

D&D já teve uma série animada, dois filmes, vários games, quadrinhos  Magic  teve um anime.

muita gente não sabe o que é D&D, mas sabe o que é Caverna do Dragão.

e Holy Avenger, quem conhece?

Angus teve RPG, Warcraft idem.

o único que fez algum licenciamento foi o Del Debbio que fez capas de cadernos do RPGQuest.
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B.K.
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Dom 6 Mar - 14:04

Kaiju escreveu:
Diria até que as empresas hoje em dia buscam vender tantos produtos associados quanto for possível, como foma de divulgação ou maneira de sobreviver no mercado.

Nada disso.

O que as empresas tem, digo, o que TODA empresa tem, é um produto chamado "carro-chefe".
Por ser um sucesso, ele puxa os demais produtos que são simplesmente derivativos do "carro-chefe".

Só que é preciso um produto foderos e lascado. Se ele emplaca, os demais produtos são licenciados (terceirizados).

Só que os produtos não duram para sempre. Eles têm um tempo de vida útil relativamente curto.
Daí, é preciso renova-lo.

Se não for possível renovar, ele pode ser descartado, revendido, etc.

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Não acredito nisso.
Ninguém vai pra um mercado novo visando divulgar seu mercado velho. Isso não existe.

O que você tem é uma tendência de mercado: os jogos de tabuleiro tem seu público mas os jogos para PC tem um público infinitamente maior.

Portanto, pela Lógica do comércio, se você tem um jogo de tabuleiro que vende a mesma coisa mas que tem clientes cativos (os tais "fãs" que você se refere), é natural que a empresa decida AMPLIAR SEU GRUPO DE CLIENTES!
Que estão nos jogos para PC.

Não se trata de divulgação, o termo está mal usado; é estratégia de vendas.

E não se perde. Os caras não entram pra perder. Não entram pra fica acomodados, quietinhos, num canto, fazendo amigos e bebendo ovomaltine.

Eles querem ampliar CADA VEZ MAIS seu mercado.

Também não tem dessa de "altos e baixos". Isso funciona em quitandas, super-mercados mas não para empresas.

Porque a Blizzard, por exemplo, tem uma coisa chamada de PLANEJAMENTO.
Eles sabem que Starcraft 2 vai durar exatos 3 anos no interesse do público. Isso, levando em conta Warhammer, Warcraft, Command&Conquer, etc.
Então eles querem firmar o pé no mercado e criar uma FIDELIZAÇÃO DO CLIENTE!

Mas essa fidelização não nasce do sorriso do autor e nem dsa revista que o paparica.

A fidelização vem da qualidade do produto e na DIVERSÃO que ele oferece, bem como os produtos de marketing, derivativos, licenciados, brinquedos, o diabo.

Pensa bem: quando Holy Avanger estava por cima, você viu alguma capa de caderno?
Adesivo, cardgame, figurinha, pôster?
Não.
Porque não houve um senso de oportunismo comercial de um lado e a organização visando aproveitar a onda do produto. Porque o marketing dá uma SOBREVIDA ao produto principal.

O engraçado é que, no Brasil, os RPGistas são fiéis ao game não pela qualidade ou diversão que ele oferece mas, sim, pelos relacionamentos pessoais com o autor e seus apaniguados!

Por isso que o cara que bolou o Magic está milionário, mas desconhecido, e o autor de Tormenta precisa trabalhar pros outros.
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MensagemAssunto: Re: Rpgistas e suas mancadas   Dom 6 Mar - 14:10

Quiof escreveu:
o único que fez algum licenciamento foi o Del Debbio que fez capas de cadernos do RPGQuest.

É que o pessoal que faz livros, jogos, quadrinhos, etc, não pensa em termos de licenciamento de nada.
São pessoas de mente muito, mas muito estreita e que não percebem o imenso potencial de lucratividade que suas produções podem proporcionar.

É o velho caso: o cara faz um gibi, joga na Net, faz barulho, mimimi, imprime alguns exemplares, encalha, desiste e toma no cu.

Mas veja o caso desta moça:

http://bichinhosdejardim.com/lojinha/

Ela fez as tirinhas dela, conquistou seu público, vende seus produtinhos e tem até bichinho de pelúcia.
O livro dela inclusive se esgotou.

Como é que ela vende bem, ganha seu dinheiro, aparece em revistas e jornais, e os caras dos super-heróis amargam o desconhecimento?

Porque o produto deles é uma merda e o da moça é bom!
Simplesmente assim.
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