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 Animes antigos

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Svarog
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MensagemAssunto: Animes antigos   Dom 19 Dez - 18:51

Topico para discutirmos sobre animes antigos, voce curte? Posta ai umas dicas de bons animes decrepitos. Além do mais podemos aproveitar o espaco e debatermos o pq dos animes arcaicos serem melhores ou piores dos que os atuais.
Iniciarei dando umas dicas de alguns animes old school que na minha opiniao sao sensacionais e bem desconhecidos.


Sakigake!! Otokojuku - Avante! Otokojuku

Mangá de ação e muita comédia, publicado entre 1985 e 91, fala de uma escola particular para homens delinqüentes, que vendeu 26 milhões de volumes e já inspirou um animê em 1988 e um filme(live-action) lancado recentemente. Foi um dos mangás mais vendidos na Jump, masi de 20 milhoes de exemplares.

Estoria:

Há rumores de que, no alto de uma montanha, existe uma escola que concentra todos os valentões, brigões e baderneiros que foram expulsos dos colégios do Japão. Essa escola, Otokojuku, é famosa por suas técnicas educacionais altamente cruéis e por seus exercícios físicos extenuantes.
Há quem diga que essa escola é um portão de entrada para o Inferno.
Um belo dia, um jovem chamado Momotarou Tsurugi se inscreve na escola, por curiosidade e principalmente por tédio. É então que, junto com Togashi e outros jovens, eles entram num “curso” totalmente diferente, que lhes ensinará o valor da amizade, da bravura e, principalmente… lhes ensinará a ser MACHOS.
Sakigake! Otokojuku é uma adaptação de um mangá de 1985 por Akira Miyashita, e foi publicado na famosa revista Shounen Jump. Ficou famosa por ironizar a sociedade machista contemporânea, por idealizar os valores japoneses sobre a dominação cultural estrangeira e também por seu traço peculiar.
Estes são apenas os seis primeiros episódios, e provavelmente os únicos que sairão por um bom tempo. O fansub americano abandonou a série nesse ponto, e não temos tradutores japoneses para continuar daí em diante. Então divirtam-se com o começo da série, que é divertida mesmo assim!

Abertura e encerramento da série

O anime faz muitas piadas com o nacionalismo militarista japonês pré-Segunda Guerra. Ah, sim, a fonte de inspiração é Hokuto no Ken ahaha mais um item que torna obrigatorio uma zapeada no anime e manga.

O fansubber nacional HNK está legendando a série até agora tem 6 episodios legendados em portugues:
Vídeo: MKV - MPEG4 Video (H264) 640x480 29.97fps
Áudio: MPEG Audio Layer 3 44100Hz stereo
Legenda: Softsub
EP01: megaupload.com RPWFW344
EP02: megaupload.com CLFTLW7S
EP03: megaupload.com USJRMJUQ
EP04: megaupload.com 26VWKQRJ
EP05: megaupload.com H256KFLJ
EP06: megaupload.com 1VZR311L
Alem disto tem subbers nacionais traduzindo o mangá do ingles para o portugues tambem.
E para quem nao aguentar esperar o subber nacional legendar a serie toda, só entrar aqui:
http://hokutoarmy.wordpress.com/downloads/#SOJ
Pagina de um fansubber norte-americano com a serie completa e legendada em ingles.
Aproveitem pq esse anime é foda, já assisti ele em RAW e agora finalmente poderei assisti-lo legendado.

Live-action:


trailer 1


trailer 2


No site asian dvd club vcs acham o dvd do live-action legendado em ingles. Ja baixei e recomendo tb hahhaa, nao sei se existem subbers nacionais que legendaram esse live-action.
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caxumba
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MensagemAssunto: Re: Animes antigos   Dom 19 Dez - 19:27

Valeu pela indicação. Eu vi no Anidb, porém, que outro grupo legendou a série por completo em inglês.
http://hokutoarmy.wordpress.com/downloads/#SOJ
Vou ver isso depois, valeu.

E acho que, no geral, os animes/mangás mais antigos são melhores porque não se limitam às putarias de cabacisses otakus, eles arriscavam mais. Claro, também haviam no passado animes e mangás de harém, de meninas com calcinhas à mostra e tal, mas parece que os autores arriscavam bem mais e inovavam mais no passado. Talvez pela situação econômica no Japão dos anos 80, que estava em alto crescimento econômico na época, ter sido o responsável e permitir que essas histórias tivessem retorno comercial. O que é totalmente diferente de hoje em dia, o Japão estagnou economicamente no final dos anos 90 e, então, não arriscam mais tanto em inovações e só dedicam-se a produzir coisas que sabem que os seus otakus fiéis consumirão por não se importarem com a qualidade. É só botar harém e fan service que certamente venderá e dará lucro.
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Svarog
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MensagemAssunto: Re: Animes antigos   Dom 19 Dez - 19:37

Mais um anime/manga fodonico:


Rokudenashi Blues - Good-For-Nothing Blues.

O anime/manga gira em torno do nervosinho, e delinguente, Taison Maeda estudante da escola Teiken High.
O sonho de Taison é ser campeao mundial de boxe, sendo logo descoberto apos meter a porrada em um professor durante a cerimônia de entrada.
Rokudenashi Blues não limita-se apenas a porradaria nua e crua, mas sim um anime/manga que gira em torno de adolescentes que conseguem sair da delinquencia através do esporte. Valores como honra, respeito, amor, amizades e muitos mais são constante no decorrer dos 42 volumes do mangá.
Rokudenashi foi publicado pela Shonen Jump de 1988 até 1997, alem dos mangas tb ganhou dois ovas lancados respectivamente em 92 e 92 e dois live-action em 1996 e 98.


O manga voces podem baixar, traduzidos em portugues, nesta pagina:

http://rokudenashi-blues.blogspot.com/

Abertura do OVA de 1993:


Um trechinho do live-action:


Infelizmente estes ovas nenhum subber nacional legendou e nem os live-action, nao que eu saiba. Se alguem tiver maiores informacoes posta ai.
abracos
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Svarog
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MensagemAssunto: Re: Animes antigos   Dom 19 Dez - 22:43

Concordo contigo caxumba antigamente o pessoal era mais ousado e a onde politicamente correto ainda nao existia, felizmente, como tb a corja de otaCus.
Atualmente o anime vem morrendo, cada vez mais animes ruins sem criatividade é sempre mais do mesmo. Salvo raras exceções.
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caxumba
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MensagemAssunto: Re: Animes antigos   Dom 19 Dez - 23:02

Svarog escreveu:
Concordo contigo caxumba antigamente o pessoal era mais ousado e a onde politicamente correto ainda nao existia, felizmente, como tb a corja de otaCus.

Até existia, tanto que botaram o U-Jin na cadeia na época por algum tempo. O problema é a criatividade, a competência e a ousadia que andam em falta, e a CORJA de otaCUs que é burra demais.

Atualmente o anime vem morrendo, cada vez mais animes ruins sem criatividade é sempre mais do mesmo. Salvo raras exceções.[/quote]

Morrendo não está, só está piorando cada vez mais. Mas merda não morre.
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Svarog
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MensagemAssunto: Re: Animes antigos   Seg 20 Dez - 1:06


Ashita no Joe, conhecido nos Estados Unidos como Tomorrow's Joe, é um manga de boxe criado por Tetsuya Chiba e Asao Takamori em 1968 sendo publicado pela Weekly Shonen Magazine.
Ganhou duas adaptaçoes para anime, a primeira versão intitulada Ashita no Joe estreou em 1970 e durou 79 episodios, a segunda versão intitulada Ashita no Joe 2 estreou em 1980 e foi uma continuaçao da primeira serie, dessa vez com apenas 47 episodios. Ambas dirigidas pelo famoso diretor Osamu Dezaki.
[editar] Sinopse

Até onde você iria em busca de um sonho?

Danpei Tange é um boxeador frustrado. Largou os ringues quando perdeu a visão de um dos olhos, e desistiu de ser treinador quando foi traído por seu discípulo. Desde então, vive uma vida de miséria, andando com mendigos e enchendo a cara o dia inteiro.
Um dia, chega à cidade onde Tange mora um jovem. Violento, orgulhoso, aproveitador e mentiroso, Joe Yabuki arranja brigas, trapaceia, rouba e mente. No entanto, sua força e agilidade em suas brigas de rua despertam a atenção de Danpei, que vê em Joe o potencial para se tornar um grande boxeador, talvez até mesmo um campeão.
É aí que começa Ashita no Joe, a saga de Joe Yabuki para deixar de ser um simples marginal e se tornar um grande campeão do boxe. De início a contragosto, Joe se recusa a treinar com Danpei, mas tudo muda quando entram em sua vida a bela Yoko Shiraki e o valente Rikiishi Tohru, aquele que se tornaria o grande rival de Joe até o fim da série.
Ashita no Joe marcou época no Japão. Quando do fim do mangá, milhares de jovens japoneses se mobilizaram numa passeata em homenagem à história. Além disso, o personagem foi utilizado em diversas campanhas políticas do povo, ilustrando a força de vencer de um jovem da periferia rumo a um destino, embora glorioso, cheio de obstáculos e preços a serem pagos.

FONTE: wikipedia


Triste fim para o anime João do Amanhã, triste mesmo...


Sim, Hajime No Ippo foi totalmente baseado em Ashita no Joe.

O anime foi tão aclamado que existem algumas homenagens prestadas ao mesmo pelo Japão

Joe Yabuki, sentado após sua ultima luta sorrindo e indo de encontro a morte.
Sim caros amigos, VOU ESTRAGAR A SURPRESA ehhee, no ultimo episodio Joe finalmente descansa e parte desta para uma melhor.
Mais outra homenagem desta vez na fachada de um restaurante em Tokyo.


Ashita no Joe teve duas series de Tv (uma em 1971 com 79 episodios e outra em 1980 com apenas 47 episodios, alem de um especial no intervalo entre as duas series). Recentemente foi lançado um live-action, segue algumas fotos abaixo:




Segundo li em alguns sites o live será lancado em fevereiro de 2011, tá chegando porra!!!!

Quem quiser baixar o anime, tem um fansubber nacional que tá mandando a pau e legendando tudo. Ja estao no episodio 17. Segue o link do subber:
http://www.hnkfansubs.com/
E os mangas...

Tem uma galera que tá traduzindo e tá ficando um trabalho muito foda. PQNENHUMA EDITORA FDP BRASILEIRA TRAS ASHITA PRA CÀ, BANDO DE VIADOS hehehe.
http://bizarrescans.blogspot.com/

E finalizando para quem quiser curtir a trilha sonora da serie:
megaupload.com QRALUYMF
Baixa ai cuzao, destaque para a trilha midnight blues, a melhor!!
Alguns videos:

Abertura do movie


Trailer do live-action. ESPERO Q NAO CAGUEM!!

E o trecho mais triste de todo o anime, o ultimo episodio da segunda serie. A morte de Joe, atentai para a musiquinha, MIDNIGHT BLUES pan pan pan hey hey hey blues..... Foda, simplesmente foda!


Sem medo de dizer Ashita no Joe está no TOP3 dos melhores animes que assiste. Um dos melhores mangas tb sem duvidas.
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Svarog
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MensagemAssunto: Re: Animes antigos   Seg 20 Dez - 1:07

Quer entender melhor Ashita no Joe, leiam esse texto desgraçadamente foda:

No dia 1º de Abril de 1970, foi ao ar – na rede nipônica de televisão Fuji TV – o primeiro capítulo de um divisor de águas da animação japonesa: a adaptação de Ashita no Joe (publicado no semanário juvenil Shonen Magazine, da Kodansha), de Ikki Kajiwara – sob o pseudônimo de Asao Takanori – e com arte de Tetsuya Chiba, e também um divisor de águas nos quadrinhos japoneses. Pode não parecer aos olhos acomodados de nossos tempos, mas os efeitos e influência de ambos foram fundamentais para o que conhecemos hoje em dia como animes e mangás.
Ashita no Joe não foi um mangá, pura e simplesmente. Foi um furacão. Vários grupos operários usavam o seu nome em manifestações, porque ele era associado como uma voz da classe operária, que vivia seu processo de ascensão econômica. Foi eleito pelos estudantes no turbulento ano de 1968 como um símbolo de contestação social. Alguns setores conservadores apontaram a série como um instrumento de perturbação pública – mesmo grupos terroristas de esquerda chegaram a usar o nome do personagem. Foram, aliás, as suas consequências políticas que precipitaram prematuramente o seu fim.
Joe foi o amanhã para o mangá também. Ao lado de Kyoshin no Hoshi, também escrito pelo autor Ikki Kajiwara, foi a série que definiu o shonen (quadrinho para garotos) moderno e em muitos aspectos, o mangá moderno, como o conhecemos hoje.
Talvez a melhor apresentação que a série possa ter seja a sequência inicial do seu desenho animado, que adiciona dramaticidade ao que é apresentado nas primeiras páginas. Primeiro vemos uma mochila carregada nas costas de um homem. Aos poucos, vemos esse homem – sem nome, sem apresentação, caminhando sob a ventania de um dia cinzento. Uma música assobiada que remete as trilhas de Ennio Morricone o embalam quando o vemos, com a cabeça abaixada, usando o boné para proteger o rosto do vento forte. Ele deixa para trás a torre de Tóquio e caminha por um ambiente desolado, até que caminha para a ponte e entra num enorme bairro miserável.
Só essa imagem, dirigida de forma magistral, já representa um choque. Estamos tão acostumados com a imagem de um Japão asséptico, bonito, avançado e organizado, que esquecemos do que ele teve que passar para chegar a esse ponto. O Japão do final dos anos sessenta e início dos anos setenta já estava dando o seu pulo do gato econômico que culminaria com um auge brutal nos anos oitenta, mas temos que lembrar que eles tiveram que se reconstruir do zero após uma guerra devastadora; a recuperação foi lenta e dolorosa, com muita instabilidade econômica no processo, e como sabemos, são as pessoas comuns que costumam pagar o pato quando isso acontece. O cenário inicial é uma grande favela, localizada ao lado de uma fábrica, onde o grosso das pessoas vai trabalhar.

O lugar é controlado por criminosos, fato que veremos com clareza nos primeiros capítulos, e nos damos conta mais e mais, à medida em que o personagem caminha por suas ruas de que sim, aquilo realmente é uma favela; visto do ponto de vista de um brasileiro que assiste, é um comparativo de realidade atordoante.
Joe Yabuki é assediado por um ex-boxeador e ex-técnico decadente, Dampei Tange. Velho, caolho e bêbado, ao ver os reflexos de Joe se dá conta de que ele nasceu para o mundo do boxe – e decide largar a bebida, em nome do seu sonho de fazer de Joe um boxeador. Para Dampei, Joe é algo que ele não tinha mais: um amanhã. Obviamente, Joe não o levou a sério em um primeiro momento.
Mangá é essencialmente folhetim em forma de quadrinhos. Obviamente isso iria se reverter de alguma forma – no caso, após algumas encrencas com os bandidos que tomam conta do pedaço. Joe concorda em ser treinado, desde que tenha teto, refeições e alguns trocados para sair de vez em quando.
O que Danpei não contava é que Joe não era nenhum santo. Malandro, trapaceiro e mentiroso, nosso "herói" decide armar um golpe para arrancar grana de alguns trouxas. Sim, Joe é um digno adepto da Lei de Gérson e decide tomar vantagem da situação, se valendo das crianças locais que o seguem por todos os cantos. Só que o tiro sai pela culatra, e por causa disso ele acaba sendo preso e mandado para um reformatório.
Na prisão, ele acaba sendo atacado pelos demais jovens detentos – para "domesticar o novato". Agora toda essa displicência pode custar sua vida. Aprender boxe pode ser a única chance de sua sobrevivência física e mental.
Isolado de seu pupilo, Dampei só tem uma saída: mandar pequenas lições de boxe para Joe através de cartões postais semanais.
A partir daí, vemos um crescimento não apenas do personagem, mas daqueles que o cercam. A "fase do reformatório" se torna importante e apresenta personagens que se tornariam fundamentais, como o boxer Tohru Rikiishi (ou aprofunda personagens até então vistos de forma superficial, como a benfeitora dos pobres Youko Shiraki).


O Núcleo dos Pobres e o Núcleo dos Ricos


Diferentemente de boa parte das personagens femininas em quadrinhos para garotos, Youko é uma personagem interessante – menos por ela própria (que inclusive é uma das personagens mais difíceis de se gostar da série, mesmo ela não fazendo a rigor nada de errado) e mais pelas questões que sua própria presença levanta: Youko é uma mulher rica, adorada pelos que a cercam como se fosse um anjo, sempre pronta a participar de eventos beneficentes e doar a quem precisa; Joe, com a diplomacia de um tijolo voador, é o primeiro a questionar essa bondade toda e é o primeiro a jogar na cara dela uma pergunta simples: O que ela (e, por tabela, todos os ricos filantropos) chama de caridade não seria uma forma dela (deles) mostrar(em) o quanto são superiores a "aqueles que mais precisam"? Por essas e outras o personagem levou a multidão em geral à loucura. Tanto fãs quanto detratores.
Ashita no Joe estreou em 1º de Janeiro de 1968 nas páginas da revista semanal Shonen Magazine – a revista número um do Japão daqueles tempos, título que hoje pertence à Shonen Jump. 1968, como sabemos, foi um ano explosivo em todo o planeta. Rebeliões estudantis na França, os protestos contra o Vietnã que eram repelidos na base do cassetete na "Terra da Liberdade (vulgo EUA), a revolta contra a ditadura no Brasil... e no Japão, não foi diferente.
O grande foco de revolta era consequência direta de um sentimento anti-americano que misturava no mesmo balaio o ressentimento pelos anos de ocupação americana no país e o protesto contra a guerra do Vietnã, que envolvia o Japão indiretamente – o país era usado como base militar e recesso para os soldados americanos, além do governo japonês defender abertamente a presença americana naquela região. Isso acabou por gerar, nas universidades, agitadores tanto de direita nacionalista quanto os esquerdistas que se espalharam como uma praga naqueles tempos; e que não raro, acabavam entrando em conflito físico entre si. Em 1969, o Ministério da Educação requeriu mais de 350 intervenções contra universidades "em estado de agitação."
Obviamente, os mangás acabariam por refletir essa época turbulenta. Aquela era uma geração nova, onde os quadrinhos finalmente alcançaram o direito de se tornar maduros. O mangá passou a ser, definitivamente, parte integrante da vida do japonês. E isso se refletiu nos seus aspectos políticos, igualmente: dois mangás em especial acabaram sendo adotados pelos grupos de esquerda. Um deles era A Lenda de Kamui, de Sampei Shirato.
O outro foi justamente Ashita no Joe.

O Herói da Classe Operária


Joe parece o típico sujeito mais arrogante do que teria condições para ser. Um vagabundo de rua, com uma língua solta, sem respeito nenhum pelos mais velhos. Mas sua escalada da miséria até a vitória – e que não viria sem preço – representou para toda uma geração a luta de um povo pela dignidade, metaforizada entre os quatro cantos de um ringue.
Lembrem que quadrinho japonês é feito para ser popular – da mesma forma que nossas novelas de televisão. E assim como os personagens de novela que erguem-se da pobreza e viram assunto nas rodas de rua, a saga de Joe Yabuki tocou em cordas fundas de uma classe operária que sim, lia mangás e trabalhava duro durante essa época de crescimento econômico. É uma história de ascensão social, se pensarmos em termos de entrelinhas. O amanhã de Joe era o amanhã do povo japonês, também.
E o japonês estava vivendo a sua própria ascensão, apesar de ter passado por instabilidades econômicas (um bom exemplo de como elas marcaram a vida do Japonês nos anos sessenta pode ser visto no mangá para adultos "Mulheres", publicado pela Zarabatana Books). Não deixa de ser curioso que, ao contrário do que diz o discurso onde, sem condições econômicas, o povo não gasta com quadrinhos, foi justamente nas épocas mais negras da história de seus países de origem, que os formatos que popularizariam as grandes estéticas de quadrinhos do mundo encontraram terreno para crescer: Os Estados Unidos, com a grande depressão; a França, durante a 2ª Guerrra (o formato de álbum foi uma forma de contornar o racionamento do papel); O Japão, arrasado após as bombas atômicas. Passados os tempos de dificuldades, os quadrinhos acabariam crescendo com o país.

Em 1968, os Japoneses apresentaram ao mundo sua recuperação. Através de uma olimpíada, o mundo pôde enxergar pela primeira vez o Japão com novos olhos. Um país moderno, sintonizado com o resto do mundo. O japonês se sentia um novo povo, e a sensação geral era a de faxina no armário. Os quadrinhos e séries de tv refletiam essa busca. Se olharmos um seriado como National Kid (1960), reparem: não há elementos visivelmente japoneses – tanto que se um autor que se valia tanto da tradição japonesa como Shigeru Mizuki (Ge Ge Ge no Kitaro) é hoje incensado, é porque ele manteve a vela da tradição cultural acesa em um momento onde ela poderia ter sido posta de lado por completo. Se pensarmos na relação do Brasileiro com o próprio folclore, isso não é descabido como parece.
Isso estava acontecendo nos mangás, também – o que era percebido como velho, não estava rendendo mais como antes. A figura de Osamu Tezuka não era vista com tanta simpatia pelos novos autores e mesmo leitores cansados do feijão-com-arroz tradicional de seu tempo. Eram precisos novos nomes, novas posturas – e foi assim que se chegou a figura de Ikki Kajiwara.

O Mestre dos Quadrinhos de Esportes



Seu nome verdadeiro era Asaki Takamori, e inicialmente ele não trabalhava nos quadrinhos – trabalhava como autor de contos juvenis, de um lado, e paralelamente escrevia artigos esportivos em revistas adolescentes não muito diferentes de uma eventual matéria sobre skate em uma revista jovem.
Essas duas vertentes do seu trabalho pré-quadrinhos o tornavam uma opção interessante num momento de busca por renovação nos quadrinhos. Takamori, apaixonado por artes marciais, definiu todo um subgênero sobre esportes numa estrutura que, nas mãos de outros autores, viria a se tornar um verdadeiro "alto conceito" (ou seja, que poderia ser re-empregada em diversas histórias sem que isso seja considerado necessariamente uma imitação. Resumindo: uma fórmula funcional que poderia ser usada à exaustão sem que o leitor se desse conta).
Em miúdos, se tornar mais forte, como atleta E como pessoa, não importa o custo. Essa foi a idéia por trás de seu primeiro grande clássico de esportes, a saga beisebolística Star of the Giants (Kyoshin no Hoshi; 1966-1971) – mas sejamos honestos, o conceito não é exatamente dele: Takamori, autor de livros juvenis sobre esportes e artigos jornalísticos sobre o mesmo tema, foi convidado pelo editor-chefe da Shonen Magazine para criar...

FONTE: http://www.interney.net/blogs/maximumcosmo?cat=3041
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Mohamed
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MensagemAssunto: Re: Animes antigos   Seg 20 Dez - 18:43

Eu gostava de Zilion.
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MensagemAssunto: Re: Animes antigos   Seg 20 Dez - 20:27

Valeu pelo scan do Ashita ai Svarog, gosto desses mangás de esportes.

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MensagemAssunto: Re: Animes antigos   Ter 12 Abr - 22:56

Ressuscitando do inferno!!

Rapaziada a escassez de bons animes/mangás leva-nos a pesquisar pelo passado eu aqui num dia pela madruga depois de vomitar em cima de um maldito livro de genética, eis que descubro a mina de ouro hehehe. Encontrei alguns animes que valem a pena demais serem assistidos OBVIAMENTE. O foda é, onde encontra-los muito nao se ENCONTRAM em nenhum lugar pela net.


Anime raro foda de ser encontrado pela net, nao achei em nenhum tracker mesmo no maravilhoso Asian Dvd CRube.
Maiores informacoes da bagaça:
http://anidb.net/perl-bin/animedb.pl?show=anime&aid=1501


Outro anime do mesmo filho da Xuxa de bom é esta serie em OVAs chamada Shootfighter Tekken.


Sem comentarios né esse é cliche já , tem que assistir caralho. Sao apenas 2 OVAs sensacionais, lembrando que ja foi postado aqui no forum por mim o download do anime e do live-action tb.


Anime sensacionalllllll já mencionei ele aqui outras vezes. Ele tá sendo legendado em portugues pelo fansuber HNK e foi inteiramente legendado em ingles ja pelo suber http://hokutoarmy.wordpress.com


Shounan Junai Gumi serie em 5 OVAs, muito bacana. Ja foi legendado em portugues pelo grupo anmenosekai (http://www.ansktracker.net/) e o manga ta sendo traduzido em portugues tb pelo http://www.chrono.com.br/

E agora uma raridade do caralho:

Animentary Ketsudan um anime sobre a 2º Guerra Mundial, nunca consegui acha-lo pela net. ME AVISA AI SE ACHAR VIADO! Sao 26 episodios, maiores informacoes sobre a serie:
http://anidb.net/perl-bin/animedb.pl?show=anime&aid=5484


Esse é fodao tb baixei dias atras, consegui achar uhuuu. O nome do anime é Kizuoibito sao 5 OVAs e é baseado no trampo de nada mais nada menos que Kazuo Koike e Ryochi Ikegami (manos do lobo solitario, crying freeman, sanctuary, etc).
Onde baixar:
http://www.bakabt.com/153926-wounded-man-kizuoibito-h264-480p.html
Nao precisa se registar so clicar em download e baixar a porra do torrent, aproveite!
maiores informacoes sobre o anime:
http://anidb.net/perl-bin/animedb.pl?show=anime&aid=4470

NAO CONSEGUI NEM ACHAR VIDEO NO YOUTUBE PARA POSTAR
Nem preciso dizer né a fdp da Conrad comecou a publicar os mangas e parou, mas pelo menos o anime tá ai é apenas um OVA mas vale a pena, encontrei no site:
http://www.bakabt.com/131435-sanctuary-xvid-hansdampf.html
Maiores informacoes sobre o anime:
http://anidb.net/perl-bin/animedb.pl?show=anime&aid=3439


E por fim os 2 unicos OVAs que sairam da serie Crows. Essa é facilmente encontrada pela net.
Maiores informacoes sobre o anime:
http://anidb.net/perl-bin/animedb.pl?show=anime&aid=5183
Ah vale baixar os mangas e os 2 live-action que sairam viu, sao bons pra caramba bem fieis ao manga.

Outra raridade:

Genshi Shonen Ryu anime muito foda e inteiramente legendado pelo grupo http://hokutoarmy.wordpress.com
Comecei assistir essa serie e nao me arrependi, aproveitem!

E por fim fiquei curioso pra caralho pra ver esse OVA bem desconhecido aqui:

Nao achei video e nem muitas informacoes pela net, se VC ACHAR AVISA DISPONIBILIZA AI ehhee.
O anime chama-se Nanbo no Monjai! Yankee Gurentai sao 2 OVAs apenas.

Capa do VHS do segundo OVA.

Vamos ai galera contribuam com mais tralhas.
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MensagemAssunto: Re: Animes antigos   Ter 12 Abr - 23:38

Mesmo a casa mais humilde do Japão, consegue ter mais dignidade que qualquer favela brasileira.

Enfim, ainda estou pra ler o Golgo 13.
Fiquei de ler, não li porque tava caro.

Acho que lerei quando chegar meu Ipad.
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MensagemAssunto: Re: Animes antigos   Qua 13 Abr - 4:08

POrra Bk falou tudo e mais um pouco. Cara vo procurar uns scans aqui do Golgo 13 se achar algo posto aqui eu comprei as 3 edicoes numa promoção filha da putônica no submerdino por apenas 25 pilas os 3 volumes.
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MensagemAssunto: Re: Animes antigos   Sab 28 Maio - 22:03

Touch

Touch é, sem dúvida alguma, uma das séries de mangá e anime mais amadas pelos japoneses. Para se ter uma idéia, todos os anos seus 101 episódios são reprisados pela tv japonesa todos os anos e uma das protagonistas, Minami Asakura, está sempre nas listas das personagens mais amadas do universo dos mangás e animes. Touch não é shoujo, aliás, está longe disso, mas é um shonen que reúne todos os elementos capazes de cativar as pessoas: uma boa história com momentos de humor e drama, personagens psicologicamente bem definidos e complexos, uma grande tragédia... Além, é claro do traço característico de Mitsuru Adachi, um dos grandes manga-kás japoneses.





Touch começou a ser publicado na revista Shonen Sunday em 1981 e durou até 1987. Ao todo são 26 volumes, que já foram republicados em outros formatos. Em 1985, começou a ser produzida a série de tv que foi seguida de três filmes que recontavam a história, alterando alguns fatos. Em 1998 foi produzido um filme comemorativo dos dez anos da série de tv, o sucesso foi tremendo e em 2000 outro movie foi feito. Essas produções, as reexibições do anime, e as republicações do mangá ajudam a manter Touch sempre vivo na memória dos japoneses. Tanto é assim que em 2005 foi produzido um filme live action com atores de verdade, que fez bastante sucesso.

A trilha tambem é um capitulo a parte: combinam perfeitamente com o enredo da historia ( e olha que não é todo trilha de Anime que eu gosto, mas a Touch é cativante )





Bem provavelmente , não veremos esse excelente manga por aqui..

Anime

http://www.animecrazy.net/touch-episode-list/

Mangá

http://www.mangadownloads.org/manga/touch
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Animes antigos

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